NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Previdência em governo de Bolsonaro deve preservar questões militares

Reforma previdenciária também deve 'combater privilégios', afirmam o general Roberto Sebastião Peternelli Júnior e o capitão reformado do Exército Castelo Branco, eleitos, respectivamente, deputados federal e estadual pelo PSL

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2018 | 05h00

Uma reforma da Previdência em um futuro governo de Jair Bolsonaro deve “preservar as especificidade das carreiras militares” e “combater privilégios”. A afirmação foi feita pelo general Roberto Sebastião Peternelli Júnior, deputado federal eleito pelo PSL, e pelo capitão reformado do Exército Castelo Branco, eleito deputado estadual pelo partido em São Paulo.

Na semana passada, o capitão esteve com o economista Paulo Tafner, para ouvir cenários para a reforma da Previdência – uma das que Peternelli considera prioritárias em um governo Bolsonaro. “Ela é a uma necessidade. Se o Estado brasileiro não fizer nada, em 2022 teremos dificuldades para cumprir os compromissos”, disse o general.

Castelo Branco disse que Tafner descreveu três cenários em uma palestra. “Inevitavelmente terá de mexer com todos os nichos sociais. Os militares têm características completamente distintas de outras profissões. Há de se manter essas especificidades. Todos deverão entrar nesse pacote”, afirmou.

Tanto ele quanto o general afirmaram que a futura reforma da Previdência de Bolsonaro deve “acabar com privilégios”, sem especificar quais. 

“É preciso um estudo adequado se o desembargador vai entrar, o governador vai entrar, o deputado vai entrar, não há porque os militares não entrarem”, disse Peternelli. “De formas diferentes, respeitando suas especificidades”, completou Castelo Branco. 

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