Pressionado, Pimentel justifica carona em voo

Pressionado pela oposição, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, divulgou nota ontem sobre a viagem que fez em outubro do ano passado, utilizando avião fretado pelo empresário João Dória Júnior.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2012 | 03h04

Pimentel se deslocou da Bulgária, onde estava com a comitiva presidencial, até a Itália, para encontro com empresários brasileiros e italianos.

Segundo a nota, o artigo 7.º do código de Conduta da Alta Administração Federal autoriza a participação de servidores e autoridades públicas em eventos organizados por terceiros, "inclusive com o pagamento de eventuais despesas de transporte, desde que a participação seja tornada pública".

Na nota, Pimentel diz que, mesmo com essa autorização, consultou formalmente a Comissão de Ética Pública, em junho do ano passado, que esclareceu que não é permitido o pagamento de despesas de transporte e estada pelo promotor do evento, exceto quando a "associação de classe não tenha interesse em decisão da autoridade" e que o evento seja amplamente divulgado.

O MDIC reiterou que, no caso da viagem a Roma, o ministro não tinha outro meio de chegar a tempo para a palestra.

"Não houve remuneração de nenhum tipo nem o pagamento de nenhuma outra despesa por parte dos organizadores", afirma a nota.

De acordo com o comunicado, a palestra do ministro, no evento promovido pela Lide (associação de empresários) e pela Confederação Geral da Indústria Italiana, fazia parte de programação divulgada com antecedência pelos organizadores e foi devidamente tornada pública em sua agenda, conforme determinado pela Comissão de Ética Pública.

O MDIC ressaltou ainda que a participação do ministro no evento era do interesse do governo brasileiro para expor aos empresários o potencial de investimento no País.

O Lide também divulgou nota ontem defendendo a viagem do ministro.

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