Presidente volta a reclamar de taxa elevada de juros

A presidente Dilma Rousseff criticou ontem o spread bancário e disse não ver justificativa para a cobrança de taxas de juros tão elevadas no Brasil. Dilma repetiu o argumento de que o spread é "tecnicamente insustentável" e afirmou que os juros praticados pelas instituições privadas também precisam cair. "Não há explicação para taxas de juros tão elevadas. Até porque, se tem alguém com nível de inadimplência elevado são os países desenvolvidos e eles praticam juros de 1%, 2%, 3%", disse, após se reunir com Barack Obama e participar de fórum com altos executivos, também na Casa Branca.

O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2012 | 03h01

Spread é a diferença entre a taxa de juros que as instituições financeiras pagam na captação do dinheiro e a que cobram dos clientes. No último dia 3, ao lançar um programa de estímulo à indústria, Dilma já havia atacado a cobrança do spread. Ontem, reforçou as críticas e disse que o Brasil tem um processo "responsável" de redução da taxa básica de juros, a Selic. "Nós temos controle da inflação, taxa de dívida sobre PIB em 36%, um conjunto de reservas estáveis, uma política fiscal responsável."

Ao ser questionada se gostaria de ver ampliadas iniciativas como as do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que começaram a cobrar juros menores para financiamentos, Dilma observou que os bancos públicos estão fazendo agora o que já fizeram na crise.

"Espero que as forças do mercado ajam sobre o spread e que haja um processo de convergência dos juros para as taxas internacionais", insistiu. Ela garantiu, porém, que não conta com nenhuma medida a curto prazo. "Nunca espero nada no curto prazo porque não é prudente. Sempre espero no longo prazo." / V.R. e D.C.M

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