Presidente rebate críticos e afirma que 'subsidia, sim'

Em pronunciamento em Minas Gerais, governado pelo PSDB, a presidente alfinetou gestões tucanas e elogiou governador

MARCELO PORTELA , JOÃO DOMINGOS / ENVIADO , ESPECIAL / BELO HORIZONTE , O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2012 | 03h05

Em meio a troca de amabilidades com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), a presidente Dilma Rousseff disparou ontem, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, petardos contra críticos do governo. Dilma evitou citar nominalmente adversários, mas atacou governos anteriores à gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando, segundo Dilma, o País viveu "num processo de crise de dívida, de inflação, de recessão, de desequilíbrio e de desemprego".

Ela confirmou que o Executivo manterá a linha de atuação de Lula, inclusive com subsídios como os do Minha Casa, Minha Vida. "O endividamento das famílias, sobretudo nas classes de menor renda, não suporta preços de mercado puros e simples. Então, aos preços de mercado, se acrescenta subsídio direto do governo. O governo subsidia, sim. Se isso já foi visto como algo incorreto, eu quero ver hoje quem defenda que é incorreto", desafiou.

Sem referir-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Dilma declarou que o País era afetado por crises econômicas devido à política do governo, que deixava reduzida a parcela da população que podia consumir. Com a mudança na gestão, o Brasil teve condições de enfrentar esse tipo de questão com "os próprios recursos". "A partir do governo Lula, nós ampliamos o mercado interno. E transformamos em consumidores produtores, e em trabalhadores, 40 milhões de brasileiros."

Para reduzir o constrangimento, Dilma elogiou Anastasia. "O Anastasia é de um partido, eu sou de outro. Não temos o mesmo posicionamento político, mas temos o mesmo posicionamento republicano. E tenho certeza de que ele é um dos parceiros estratégicos para o País ter pernas próprias para enfrentar a crise."

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