BETO BARATA/AE/Divulgação
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Presidente do PT do Paraná diz que tentativa de impedir visitas a Lula é 'ridícula'

Pedido foi feito pelo Ministério Público Federal com o argumento de que o petista está usando a prisão como 'comitê eleitoral'

Katna Baran, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2018 | 23h38

O presidente do PT do Paraná e candidato ao governo do Estado nas eleições 2018, Dr. Rosinha, classificou como "ridícula" a tentativa do Ministério Público Federal de impedir que o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, seja visitado, na sala na Superintendencia da Policia Federal (PF) em Curitiba, onde está desde abril, a senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann e o ex-prefeito Fernando Haddad, oficializado candidato a vice na chapa petista.

"Acho essa uma posição ridícula, eles deveriam ter outras coisas para se preocuparem. É outra demonstração clara que o Lula é um preso político, que não teria direito nem a visita", declarou em ato de apoio ao registro da candidatura de Lula, na vigília montada próxima ao prédio da PF nesta quarta-feira, 15. Participaram cerca de 50 pessoas, entre dirigentes petistas e integrantes de movimentos sociais e sindicais.

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba pediram à Justiça que Gleisi e Haddad sejam impedidos de atuar como advogados de Lula no processo da execução da pena de 12 anos e 1 mês de prisão do ex-presidente. Ao se qualificarem como defensores de Lula, Gleisi e Haddad passaram a ter direito de visitar seu “cliente” na sede da PF na capital paranaense.

Rosinha disse ainda que Lula tem direito de participar de debates eleitorais e gravar propagandas para TV e rádio. “Todo preso só perdeu a liberdade, não outros direitos. Quantos presos são gravados? Até para filmes e documentários. E por que o Lula não pode gravar?", disse.

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