Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Presidente do PSB diz que decisão de Joaquim Barbosa é 'compreensível'

Carlos Siqueira informou também que o partido deve se reunir nas próximas semanas para discutir se vai tentar viabilizar outra candidatura ao Planalto

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2018 | 11h06

BRASÍLIA - O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse nesta terça-feira, 8, ser compreensível a decisão do ex-ministro Joaquim Barbosa de não ser candidato à Presidência da República pelo partido nas eleições deste ano. O dirigente informou também que o partido deve se reunir nas próximas semanas para discutir se vai tentar viabilizar outra candidatura ao Planalto ou não.

"Ele (Barbosa) avisou hoje cedo. Ligou agradecendo muito ao partido, disse que refletiu muito e que tinha decidido não ser candidato.", afirmou Siqueira ao Estadão/Broadcast. De acordo com ele, Barbosa alegou questões de foro íntimo para não disputar. "Disse a ele que era compreensível, porque é uma decisão de foro muito íntimo ser ou não candidato numa eleição", afirmou, sem explicar quais as razões de foro íntimo do ex-ministro.

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O presidente do PSB contou que esteve com o ex-ministro do STF na semana passada, quando acertaram a contratação de assessores e marcação de encontros com economistas e especialistas na área social para discutir pontos de um futuro plano de governo. "Estivemos juntos na semana passada, tomamos uma série de decisões, mas ele recuou", declarou o dirigente partidário.

Siqueira disse que a decisão de Barbosa "não chega a ser completamente uma surpresa". "Essa dúvida ele sempre teve", disse. "Nós nunca asseguramos a legenda para ele, assim como ele nunca assegurou para nós que seria candidato. Então, estava dentro do combinado", acrescentou. O presidente disse que o partido vai discutir o que fazer a partir de agora nas próximas semanas. "Vamos discutir esse assunto posteriormente", declarou.

O ex-ministro também enviou uma mensagem de texto por WhatsApp para o governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

O governador é uma das principais lideranças do PSB pernambucano, uma das alas mais influentes da legenda. Em entrevista ao Estado publicada no sábado, 5, Câmara afirmou que Barbosa precisava "se apresentar" à população, pois o "povo não vai eleger um presidente sem conhecer suas ideias".  

Herdeiro político de Eduardo Campos, o governador pernambucano tenta atrair o PT para uma aliança em torno de sua futura candidatura à reeleição. Mesmo assim, ele disse que os projetos regionais do PSB não impediam uma candidatura própria do partido ao Planalto. 

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Após meses de especulações e articulações de bastidores, Barbosa anunciou sua decisão de não disputar o pleito deste ano, em sua conta no Twitter. "Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal", escreveu o ex-ministro, que havia se filiado ao PSB no final de abril.

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