Presidente da CPI mista da Petrobrás se reúne com líderes

Após denúncias de que haveria pagamento de propinas a políticos do PMDB, PP e PT, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB)tenta garantir quórum para a próxima reunião

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2014 | 15h56

Brasília - O presidente da CPI mista da Petrobrás, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), vai receber líderes partidários no seu gabinete às 16 horas para discutir os rumos da comissão. Os oposicionistas defendem que se faça uma reunião administrativa, ainda nesta semana, para votar requerimentos de quebra de sigilo bancário e de convocação de pessoas, entre elas o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O dirigente petista foi um dos citados em depoimentos prestados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef à Justiça Federal do Paraná na semana passada. Segundo ambos, Vaccari seria o responsável por cobrar propinas de empreiteiras sob contratos da estatal. Em nota, Vaccari negou as acusações.

Pela manhã, Vital do Rêgo chegou a afirmar que essa reunião com líderes para tentar definir a realização de uma sessão administrativa não iria ocorrer esta semana. Após contatos telefônicos, ele sugeriu que se tente marcar a reunião administrativa na quarta-feira da próxima semana, 22, dia em que a CPI vai ouvir o atual diretor de Abastecimento da Petrobrás, José Carlos Consenza, que sucedeu Paulo Roberto Costa no posto.

Responsável por marcar os encontros da CPI, o presidente da comissão quer garantir um quórum mínimo para que ocorra sessão de votação de requerimentos. Ele disse que não quer convocar uma sessão e passar pela situação constrangedora de não ter a presença necessária de parlamentares para apreciar os pedidos. Também não deseja que, em caso de não ter quórum mínimo, a CPI seja usada por oposicionistas como palanque eleitoral às vésperas do segundo turno. 

Os oposicionistas, contudo, querem uma resposta imediata da CPI. "Nossa preocupação é com relação aos fatos, que são graves e exigem uma atuação imediata", afirmou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). Ele disse que é preciso ter "vontade política" para investigar as últimas denúncias. "O governo está manobrando desde o início para não ter a CPI", criticou.

Questionado sobre qual proposta vai apresentar sobre a reunião, o líder do DEM disse que vai para a reunião com Vital para "ouvir".

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