Presidente da CBDU alega que empresa ofereceu menor preço

Cabral nega vínculo entre contrato e a participação de sócio da Casa de Taipa em comitê da candidatura de Brasília a sede de jogos

Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2011 | 03h06

BRASÍLIA - O presidente da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), Luciano Cabral, disse que a Casa de Taipa Comunicação Integrada foi escolhida por ter oferecido o menor preço.

Segundo ele, não há vinculação entre esse contrato e a participação do sócio da empresa Júlio César Filgueira como diretor do comitê da candidatura de Brasília à sede dos Jogos Mundiais Universitários de 2017.

"O Júlio tem experiência nisso. Nós o convidamos para ajudar assim. Ele é um dos membros da candidatura", afirmou Cabral. "A candidatura é um sonho nosso." O presidente da CBDU ainda frisou o apoio que tem recebido do Ministério do Esporte para o projeto de 2017: "O ministério deu apoio institucional e suporte político".

Valor baixo. Ele confirmou que a CBDU pagou R$ 825 mil para a Casa de Taipa. Disse também não considerar elevado o valor repassado à empresa - que é dirigida por membros do PC do B - para comandar a candidatura de Brasília aos Jogos Mundiais Universitários. "Não é muito dinheiro, porque não é só um dossiê, mas tem planejamento, pesquisa, vários profissionais trabalhando nisso", argumentou.

A assessoria do governo do Distrito Federal informou ter feito o convênio de R$ 2,8 milhões com a entidade desportiva "pela expertise, experiência e capacidade da CBDU de interagir com o esporte universitário e por ser ela a única entidade capaz de trazer a Universíade para o Brasil".

"Os protocolos incluem, entre outros, planos de trabalho, elaboração e desenvolvimento de estudos e projetos; elaboração de projetos de instalações esportivas, plantas e viagens da delegação à última edição da Universíade, na China", disse a assessoria. "O contrato foi inclusive encaminhado e analisado pela Procuradoria-Geral do DF, que não apontou nenhuma irregularidade, se manifestando pela contratação via convênio."

O Estado procurou ontem os sócios de Casa de Taipa Comunicação, Júlio Filgueira e Oswaldo Napoleão Alves, mas não os localizou para comentar o assunto. Questionado pela reportagem sobre os convênios com a CBDU, o Ministério do Esporte não respondeu até o fechamento desta edição.

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