Presidente da Câmara dos Deputados vira azarão no RN

Apesar da aliança com 17 partidos políticos, pesquisa Ibope coloca Henrique Eduardo Alves (PMDB) com 38% das intenções de voto, contra 45% do adversário, Robinson Faria (PSD)

Murilo Rodrigues Alves, ENVIADO ESPECIAL/O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2014 | 22h02

NATAL - O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), passou de favorito a azarão na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte ante o rival Robinson Faria (PSD). Apesar da aliança com 17 partidos políticos, a última pesquisa Ibope o coloca com 38% das intenções de voto, contra 45% do adversário. Sua rejeição chega a 47%, ante 35% do concorrente.

A utilização por Faria de uma gravação de apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o discurso de que o peemedebista, em seus mais de 40 anos ininterruptos como deputado federal, pouco ajudou o Estado são apontados como os principais motivos do atual cenário. 

No 1.º turno, quando era o favorito, a campanha de Faria colocou em Alves a pecha de “incompetente” porque não teria aprovado nenhum projeto relevante em seus 44 anos como deputado. Também o acusou de preferir uma atuação política mais nacional do que local e criticou o fato de ele ter perdido duas eleições majoritárias, quando disputou a prefeitura de Natal em 1988 e 1992. 

Articulador. “Se ele não tivesse prestado importantes serviços ao povo do Rio Grande do Norte, não teria conseguido se eleger 11 vezes e chegado onde chegou”, rebateu Garibaldi Alves, coordenador da campanha e primo do presidente da Câmara. “A função dele sempre foi de articulação para trazer recursos federais para o Estado.”

A campanha de Alves cita projetos como a emenda para beneficiar municípios com menos de 50 mil habitantes no Minha Casa, Minha Vida e afirma que ele “desengavetou” e levou para votação o projeto que destina 75% dos royalties do pré-sal à educação e 15% à saúde. 

O vídeo de oito minutos em que Lula pede votos para Faria vem sendo usado desde o 1.º turno e já rendeu dura crítica de Alves, que disse ter sido “traído” pelo ex-presidente.

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