Presidente 'bomba' em Twitter inativo

Página ganha 400 novos seguidores por dia

O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2013 | 02h04

O abandono da página de Dilma Rousseff no Twitter, que não exibe novas mensagens na rede social desde dezembro 2010, não alterou o interesse dos usuários pela presidente. Ela continua ganhando, em média, 400 novos seguidores por dia, e alcançou 1,7 milhão de leitores.

O oposto ocorre na página do Blog da Presidência, produzida por assessores e atualizada diversas vezes por dia com o cotidiano do Palácio do Planalto. Para cada tuíte de Dilma, o Blog do Planalto publicou 22, mas esse maior número de mensagens é dirigido a um número muito menor de seguidores: 165 mil, ou 10% dos que acompanham a presidente.

O levantamento, realizado pelo blog Tribatics, também aponta que 54% dos seguidores de Dilma são homens e 44% são mulheres - 2% são empresas. Desse público, metade são adolescentes, 34% são jovens adultos e 16%, adultos.

No ranking dos cinco seguidores mais influentes, o perfil de Dilma conta com um jogador de futebol (Kaká, com 14 milhões de seguidores), três cantores (Alejandro Sanz, com 8 milhões, Ivete Sangalo, com 7 milhões, e Claudia Leitte, com 6 milhões) e um programa de humor (Pânico, com 7 milhões).

Já o Blog do Planalto tem um perfil mais sóbrio de seguidores. Entre os cinco mais influentes, figuram a Unicef (1,5 milhão) e a revista Newsweek (1,9 milhão), além de Ivete, do jogador Ronaldo (3,5 milhões) e do empresário Alvaro Garnero (1,1 milhão).

Os quatro países com mais usuários que seguem Dilma, além do Brasil, são Argentina, Venezuela, Estados Unidos e Colômbia, respectivamente.

Presidentes. Os seguidores de Dilma se interessam também pelo que Barack Obama diz na rede. Trinta por cento dos leitores da líder brasileira também seguem a página do presidente dos EUA, que tem 26 milhões de seguidores. A página de Obama é ativa, mas a maioria das mensagens é redigida por seus assessores.

Dos seguidores de Dilma, 13% também seguem o presidente da Venezuela, Hugo Chávez (3,9 milhões de seguidores) e 11% a presidente da Argentina, Cristina Kirchner (1,5 milhão).

Cristina usa a rede com frequência, muitas vezes para criticar organizações internacionais. No último sábado, ela lançou ironias ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que havia questionado a credibilidade das estatísticas de inflação e crescimento econômico argentinos. "Onde estava o FMI que não conseguiu prever nenhuma crise?", tuitou a presidente.

Em sua última mensagem, de 13 de dezembro de 2010, Dilma disse que era "muito legal ser tão lembrada na rede" e fez uma promessa: "Vamos conversar mais em 2011".

Questionada, a assessoria de Dilma informou que a agenda intensa da presidente não lhe ofereceu, "até este momento", as condições necessárias para a atualização de sua conta./ BRUNO LUPION

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