Presidente age para evitar aumento de despesa

A presidente Dilma Rousseff cobrou ontem ajuda dos parlamentares do PT para impedir a votação de projetos que possam representar novas despesas no Orçamento. Ao abrir a reunião com os petistas, no Palácio do Planalto, Dilma disse que a economia mundial passa por um período de turbulência, com grande impacto no Brasil, e que não se pode fazer gastos sem dizer de onde vêm os recursos.

Vera Rosa, Ricardo Brito / Brasília, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2013 | 02h10

Os petistas prometeram apoiar a presidente e manifestaram apoio à sua candidatura à reeleição, em 2014. No final, Dilma foi aplaudida de pé.

A presidente também recebeu ontem o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deixou o Planalto com um discurso alinhado ao do governo. Para Renan, o Legislativo deve retirar da pauta os vetos presidenciais que, se derrubados, podem ter repercussão fiscal.

Nessa lista está a análise do veto que estabelece o fim do fator previdenciário, uma conta que pode ultrapassar os R$ 35 bilhões. "Na atual conjuntura econômica talvez seja prudente que partidos da base retirem isso da pauta, a fim de demonstrar compromisso com a responsabilidade fiscal", insistiu Renan.

Para Dilma, o projeto de lei que institui o passe livre estudantil, de autoria de Renan, também representa uma ameaça ao equilíbrio das contas públicas.

O presidente do Senado discordou. "Todos os países desenvolvidos na área de educação custearam o transporte dos estudantes. Não é isso que vai afetar o equilíbrio fiscal." Um impasse quanto à fonte de recursos que bancará a gratuidade nas passagens levou à retirada do projeto da pauta, na quarta-feira.

Na conversa, Renan disse a Dilma que o Congresso está "paralisado" diante da obstrução patrocinada não só pela oposição como por partidos da base aliada. Do PSDB ao PMDB, todos se negam a votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ou a comparecer às comissões mistas das medidas provisórias até que o Congresso aprecie os vetos. "Vamos resolver o impasse e a bancada do PT vai ajudar a presidente Dilma", afirmou o líder do partido na Câmara, José Guimarães (CE). Dilma se comprometeu a "enviar" ministros do PT para trocar ideias e aparar arestas com a coordenação da bancada petista toda semana.

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