Presidente afirma que não se abala com julgamento apressado

Sem citar a decisão da S&P, Dilma disse ontem que compromisso com a estabilidade econômica é mantido pelo governo

COSTA DO SAUIPE (BA), O Estado de S.Paulo

30 de março de 2014 | 02h03

Falando sobre economia pela primeira vez desde o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor's, a presidente Dilma Rousseff reafirmou ontem seu compromisso com a estabilidade macroeconômica e disse que não se abala com "julgamentos apressados e conclusões precipitadas", que, segundo ela, serão desmentidos pela realidade.

"Assumimos essa tarefa como um compromisso inarredável com o nosso povo, com a nossa história, com as forças produtivas e com os investidores que aqui vêm, nacionais e internacionais. Este compromisso não será alterado", disse Dilma para os presentes à abertura da reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na Costa do Sauipe, na Bahia. "Tampouco nos abalaremos com julgamentos apressados e por conclusões precipitadas, que a realidade desmentirá", completou.

A frase parece ter sido direcionada à agência de risco, que rebaixou a nota do Brasil de BBB para BBB- no início da semana. Mas a presidente não citou nominalmente a S&P. Segundo ela, "para seguir com a modernização do Estado e da economia, estamos convencidos da absoluta necessidade de preservar a solidez dos fundamentos macroeconômicos do País".

Dilma defendeu que nos últimos 11 anos o Brasil se tornou a sexta economia do mundo e atingiu a estabilidade macroeconômica, com inflação estável, contas fiscais robustas e grandes reservas internacionais. Em seu discurso, ela disse ainda que hoje o Brasil é "menos desigual, mais inclusivo e gerador de emprego e oportunidades para os cidadãos".

A presidente afirmou também que o País não abrirá mão da solidez da economia e da inclusão social. "Continuaremos agindo para manter o País no rumo certo, sem abdicar do compromisso com a solidez da economia e a inclusão e o desenvolvimento social e ambiental do País."

Inflação. Dilma também afirmou que o governo vai trabalhar para que a inflação não supere a meta este ano. "A inflação está há dez anos dentro dos limites definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Será assim em 2014. Nos últimos anos reduzimos a relação dívida do setor público sobre o PIB. Essa trajetória, asseguro, também será mantida."

Ela citou as reservas internacionais como "lastro confortável e seguro contra a volatilidade". / Fernando Travaglini e Tiago Décimo

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