Prefeitos preparam ato em Brasília para outubro

As entidades representativas dos municípios agendaram para 10 de outubro uma manifestação em Brasília com o objetivo de sensibiliar o governo federal para a crise. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, o clima na manifestação não será dos melhores, já que a mobilização acontece três dias após o primeiro turno das eleições.

O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2012 | 03h04

"A situação está tão caótica que, com certeza, muitos prefeitos que estão tentando a reeleição não conseguirão se manter no cargo", afirmou o dirigente.

O governo, no entanto, já mostrou que as questões reivindicadas pelos prefeitos não devem entrar na pauta tão cedo. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, desmarcou na última hora sua presença em um encontro com representantes dos municípios, na quarta-feira passada. Eles pretendiam apresentar suas reclamações e fazer chegar seus apelos à presidente Dilma Rousseff.

As atenções de Ideli, no entanto, permanecem voltadas para a votação do Código Florestal. A reunião não foi remarcada.

A relação entre prefeitos e governo já não está das melhores há algum tempo. Em maio, Ziulkoski fez críticas na presença da presidente Dilma Rousseff durante a abertura da Marcha dos Prefeitos em Brasília. Na ocasião, a presidente se dirigiu a ele com o dedo em riste demonstrando irritação com as cobranças públicas.

Além de reclamar da queda no Fundo de Participação dos Municípios, a confederação levará a Brasília outras reivindicações sobre repasses da União para os municípios. Segundo a entidade, há pendência de R$ 18,72 bilhões de restos a pagar, 40,5% dos casos de obras já iniciadas pelas prefeituras. "Somos desrespeitados pelo governo federal, que mexe e faz favor para as empresas usando o chapéu dos outros. Deveria fazer política com recursos da União e não com os nossos", afirmou.

O Estado entrou em contato com o Planalto a fim de que o governo comentasse as críticas, mas não obteve resposta. / D. A.

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