Prefeito usa bordão do Lula e pede: 'Deixa o Kassab trabalhar'

Candidato à reeleição critica Marta Suplicy, que também eleva o tom com o quadro 'Cascatas do Kassab'

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

01 de setembro de 2008 | 09h33

O prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab  (DEM) aproveitou o horário eleitoral gratuito do rádio desta segunda para utilizar o repente que embalou a última campanha presidencial de Lula: "Deixa o homem trabalhar". Marta Suplicy (PT) já havia adaptado o bordão, que agora se transformou em: "Deixa o Kassab trabalhar". O prefeito também manteve os ataques à petista, que lidera as pesquisas de intenção de votos. "A Marta diz que a Prefeitura não tinha dinheiro, mas se tinha para construir túneis e plantar coqueiros, tinha para fazer AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial)", diz o locutor.   Veja também: Lula e Marta são ovacionados em carreata na zona leste de SP Alckmin cai, Kassab sobe e reduz diferença para tucano Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor    Marta Suplicy também não deixou por menos e manteve o quadro "Cascatas do Kassab". A ex-ministra afirmou que o prefeito construiu 13 cópias mal feitas do Centro de Educação Unificada (CEU), mas "anda dizendo que fez 25". Além disso, a candidata garantiu que o hospital Tiradentes já estava 60% pronto e teve R$ 25 milhões do governo federal, mas que Kassab insiste em dizer "que a obra é só dele". E dispara: "Fique ligado, a gente nunca sabe que cascata ele vai falar." A petista também prometeu a ampliação da Linha Amarela do Metrô, ligando a Luz à Vila Maria e a realização de obras em terminais de ônibus.   O candidato do PSDB e ex-governador, Geraldo Alckmin, aproveitou o horário eleitoral para falar sobre educação infantil. Em uma crítica à atual gestão, o tucano afirmou que atualmente 95 mil crianças estão afastadas das creches e outras 55 mil, com idade entre 4 e 5 anos, não foram matriculadas nas escolas municipais."Sinceramente, a educação está deixando a desejar", diz uma mãe paulistana durante o programa. Ele prometeu a construção de creches e pré-escolas de qualidade, próximas às residências e com prioridade para os bairros da periferia.   Paulo Maluf, candidato do PP, prometeu novamente a volta do Plano de Atendimento à Saúde (PAS), com tratamento odontológico gratuito. Já a candidata do PPS, Soninha Francine, propôs a criação de um sistema cicloviário e a integração das bicicletas com o transporte coletivo, como forma de melhorar o trânsito na capital paulista.   O candidato Edmilson Costa, do PCB, acusou os shoppings de acabar com o lazer dos lojistas paulistanos, na ânsia de aumentar seus lucros. O candidato propôs o fim do trabalho aos domingos, quando funcionarão apenas os serviços essenciais. Já Levy Fidélix, do PRTB, voltou a afirmar que criará um banco central municipal, o Banco Poupança.   Ivan Valente, da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), usou um jingle para convocar a população a participar de sua campanha e da vida política. "Onde vai Valente, vou para a linha de frente", diz a música. Já Renato Reichmann (PMN) prometeu menos burocracia e a isenção de impostos para empresas que se instalarem na periferia da cidade.   Já Ciro Moura, candidato da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), disse ser formado pela "boa escola pública", que não "dava diploma a analfabetos". Como forma de melhorar a educação, ele propôs a escola de livre escolha, na qual o aluno escolhe a instituição particular em que quer estudar e a prefeitura paga a mensalidade. Com o dinheiro que seria usado para construir novas escolas, a prefeitura pagaria a conta. A candidata do PCO, Anaí Caproni, não falou durante o horário da propaganda eleitoral gratuita.

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