Prefeito nega pressão contra PSDB em SP

O prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, negou ontem que o início do diálogo com o PT para uma aliança à sucessão municipal em São Paulo seja uma forma de pressionar o PSDB a um acordo com seu partido. "Não existe nenhuma pressão, estamos numa democracia. Temos um partido que disputa pela primeira vez uma eleição, portanto vamos encontrar o nosso caminho."

O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2012 | 03h02

Para o prefeito, sua sigla não faz nada diferente do que os outros partidos fazem ao buscar alternativas de aliança. "O PSD vai examinar as melhores alternativas e entre as melhores verá qual é o melhor para a cidade", disse. Kassab ressaltou que o nome do petista Fernando Haddad facilita o diálogo entre as duas legendas. "Ajuda o Fernando Haddad ser o candidato. O Haddad é uma pessoa qualificada, jovem, conhece a cidade e fez um bom trabalho à frente do Ministério da Educação", elogiou.

O dirigente do PSD afirmou que ainda não existe nenhuma conversa formal com o PT, mas que pretende procurar o partido para ver "se existe o interesse em discutir uma alternativa para a cidade". Kassab disse também que não tem pressa para iniciar o diálogo com o PT municipal porque seu partido prioriza o lançamento de um candidato próprio. "Como qualquer partido, nosso esforço é por uma candidatura própria."

Nesse sentido, Kassab deixou claro que o nome do PSD para concorrer à Prefeitura da capital seria o do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Mas ele admitiu que essa possibilidade ainda não é forte o suficiente.

Enquanto o prefeito dava essas declarações, Alckmin concedia entrevista no Palácio dos Bandeirantes, sinalizando que as conversas com o PSD não estavam encerradas. Nos bastidores tucanos, contudo, a resistência a uma chapa liderada por Afif é grande. Apesar do imbróglio, Kassab disse que PSD e PSDB se respeitam e têm cooperações entre si, mas é chegada a hora de o PSD "construir sua história". / DAIENE CARDOSO

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