Prefeito interino de Campinas é eleito para mandato-tampão

Vereadores escolheram Pedro Serafim Júnior (PDT), que continuará à frente do Executivo municipal até dezembro

TATIANA FÁVARO / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2012 | 03h06

Com 22 votos o atual prefeito de Campinas, Pedro Serafim Júnior (PDT), foi escolhido ontem em eleição indireta na Câmara Municipal para ocupar o cargo de prefeito até dezembro deste ano. A eleição ocorreu pelo princípio da dupla vacância, isto é, quando prefeito e vice-prefeito deixam o cargo. Hélio de Oliveira Santos, também do PDT e reeleito em 2008, foi cassado em agosto do ano passado. Seu vice, Demétrio Vilagra (PT), assumiu o cargo mas sofreu impeachment em dezembro. Serafim Júnior, então presidente da Câmara, assumiu o cargo interinamente, até a Justiça Eleitoral determinar a eleição indireta para a escolha do chefe do executivo.

O novo prefeito precisava de maioria absoluta, 17 votos, para vencer. O vereador Arly de Lara Romêo (PSB) conseguiu 5 votos, o vereador Antonio Francisco dos Santos (PMN) teve apenas o próprio voto e o procurador do município José Ferreira Campos Filho (PRTB) não conseguiu nenhum voto. Dois vereadores do PT e dois do PV se abstiveram da votação. O vereador Ângelo Barreto (PT) não estava na sessão na hora do voto aberto.

O prefeito Pedro Serafim Júnior tomará posse amanhã, às 10 horas. "Nossa principal tarefa é a transparência no poder público e um choque de gestão, pôr a casa em ordem, para entregarmos a prefeitura de uma maneira melhor", disse. O procurador José Ferreira Campos Filho disse, em seu discurso, que reduziria de 800 para 50 os cargos comissionados na prefeitura. Serafim Júnior não descartou a possibilidade de cortar cargos. "Isso vai ser feito, mas não é esse o choque de gestão, que é algo muito maior."

Vaias. O pedetista esquivou-se de falar sobre possível candidatura nas eleições de outubro. "Nosso projeto é terminar esse mandato de forma digna para resgatar o orgulho de ser campineiro", disse. "A prioridade é tornar a cidade governável, equilibrar receita e despesa."

O prefeito foi o único a ser vaiado durante seu discurso. Moradores presentes à sessão gritavam no plenário que a eleição já estava decidida, que os vereadores que optaram pelo voto no pedetista trocaram favores e criticaram o fato de o eleito pertencer ao PDT de Hélio de Oliveira Santos.

Embora nos bastidores sua vitória era dada como certa, o prefeito disse ter ficado surpreso. "Os que votaram em mim têm minha gratidão. Os que não votaram têm o meu respeito."

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