Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Prefeito e vice são flagrados pedindo propina em SC

Segundo denúncia feita ao MP,Anísio Soares e Manoel Marcelo Cunha exigiam dinheiro para liberar licenças para construção

Júlio Castro, da Agência Estado

14 de setembro de 2012 | 19h02

O prefeito do município de Governador Celso Ramos, em Santa Catarina, Anísio Soares, seu vice Manoel Marcelo Cunha e o vereador Alcemir Alves, todos do PMDB, foram transferidos para uma unidade prisional de Biguaçu, município da grande Florianópolis. Eles foram presos pela Polícia Federal durante encontro em um shopping do município de São José após denúncia feita por um empresário ao Ministério Público de que estariam exigindo dinheiro para facilitar a liberação de licenças para a construção de um empreendimento.

A prisão aconteceu na noite de quinta-feira, 13, durante o encontro dos acusados com o empresário no local onde aconteceria o repasse da propina. Com os acusados, a PF encontrou R$ 30 mil em espécie. Conforme a PF, pelo acordo, seriam negociados ainda mais dois cheques e a doação de um imóvel na praia de Palmas, no município de Governador Celso Ramos, avaliado em R$ 400 mil.

Os acusados passaram a primeira noite na sede da Polícia Federal, em Florianópolis, e nesta sexta-feira, 14, foram transferidos para Biguaçu. Conforme a PF, um empresário fez a denúncia ao Ministério Público Estadual. O vice-prefeito Manoel Cunha é candidato a prefeito na eleição que acontece em outubro. Conforme a PF apurou, o valor seria dividido entre o grupo que planejava usar o dinheiro para fins pessoais e para abastecer o caixa de campanha do vice-prefeito. O vereador Alcemir Alves, também contava com a verba para sua campanha à reeleição.

Os três forram autuados por crime de concussão, ou seja, quando os acusados exigem dinheiro ou vantagem indevida no exercício de função pública. O crime prevê pena de dois a oito anos de reclusão e multa. Defensor do prefeito, o advogado Antônio Carlos Brasil Pinto entregou à justiça de Santa Catarina no final da tarde desta sexta-feira, um pedido de Habeas Corpus.

As diligências da PF vinham sendo realizadas desde a denúncia feita ao MP. A prisão em flagrante, conforme a PF, determinou o fim de uma ação criminosa que garantiria ao empresário do ramo da construção civil favorecimento para concretizar negócios em Governador Celso Ramos. O município fica cerca de 40 quilômetros de Florianópolis.

Conforme o advogado do prefeito, seu cliente confirmou ter agendado um encontro com o empresário para negociar uma doação de R$ 30 mil para a campanha de candidatos do PMDB no seu município. Antônio Carlos Brasil Pinto teve acesso aos depoimentos na manhã desta sexta-feira e afirmou que a denúncia não tem procedência. Já o advogado Anderson Nazário, que representa o vice-prefeito e o vereador, disse nesta sexta que seus clientes foram ao shopping sem saber com quem iriam se encontrar. Pedidos de liberdade provisória também foram feitos para os dois.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.