Prefeito de Salvador se queixa de abandono

Impopular, João Henrique, do PP, reclama da rejeição dos ex-aliados e atuais candidatos Nelson Pelegrino (PT) e ACM Neto (DEM) na eleição

LUCIANA NUNES LEAL, ENVIADA ESPECIAL / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2012 | 03h07

Na véspera do comício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o candidato do PT à prefeitura da capital baiana, Nelson Pelegrino, o prefeito João Henrique (PP) reclamou da rejeição de ex-aliados que disputam sua sucessão. Pelegrino e o candidato do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto, "empurram" um para o outro o apoio do prefeito, que se diz neutro.

"Até o mês de junho todos eles estavam loucamente apaixonados por mim. Depois que eu optei pela neutralidade, eles se aborreceram. Se trucidaram pelo meu apoio, agora me odeiam", ironizou o prefeito.

Uma das explicações para o esforço dos candidatos em se descolarem de João Henrique é a baixíssima popularidade do prefeito.

O alto grau de informalidade da cidade, os recursos escassos e a falta de parceria com o governo do Estado são algumas dificuldades citadas por João Henrique. "Bota o Beto Richa ou o Aécio Neves ou o Eduardo Campos para ser prefeito de Salvador. Vamos ver ao final de um ano", provocou.

O prefeito ainda citou a alta densidade demográfica da capital, com 11 mil moradores por quilômetro quadrado. "Parece uma lata de sardinha. Bota o Beto Richa, o Aécio para administrar que eu quero ver", repetiu.

Pesquisa divulgada pelo Ibope na última semana de agosto apontou apenas 8% de ótimo e bom para a administração de João Henrique e 67% de ruim e péssimo. João Henrique lembrou que, em 2008, tinha índices ainda piores de rejeição e foi reeleito. "Tenho recebido pesquisas internas (para governador) e só perco para ACM Neto. É estimulante. Como eu não vou ser candidato? O reconhecimento vem com o tempo."

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