Prefeito de Belém disputará 2º turno com PMDB

Duciomar Costa (PTB), que tenta reeleição, tem 35%; José Priante aparece em segundo com 18%

Carlos Mendes, O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2008 | 23h49

A eleição de prefeito da capital paraense será decidida no segundo turno entre Duciomar Costa (PTB) e José Priante (PMDB). Com 94% dos votos apurados, Duciomar tinha 35% e Priante 18%, que desde a abertura das urnas mantinha uma apertada vantagem de 1% sobre o candidato do PT, Mário Cardoso, apoiado pela governadora do mesmo partido, Ana Júlia Carepa.   Veja também: A disputa pelas capitais   Confira as imagens da votação pelo Brasil Cobertura completa das eleições 2008 Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos     Partidários de Duciomar comemoravam o resultado na avenida Visconde de Souza Franco, no centro da cidade, dividindo espaço com simpatizantes de Priante. A candidata Valéria Pires Franco, que era apontada por todas as pesquisas do Ibope como favorita para enfrentar Duciomar no segundo turno, evitou falar com a imprensa sobre o resultado. Ela terminou a eleição em quarto lugar, com 13%.   Priante é do grupo do deputado Jader Barbalho e deveria ter sido apoiado pelo PT. O partido, em 2006, havia se comprometido a apoiar o candidato de Jader após receber o apoio deste último na eleição da governadora Júlia Carepa. No entanto, o PT lançou ex-secretário estadual de Educação Mário Cardoso (PT). Também estavam na disputa Arnaldo Jordy (PPS), Marinor Brito (PSOL) e o Delegado João Moraes(PSL).   A segurança pública é a principal preocupação dos eleitores de Belém. Segundo dados do Ministério da Justiça, em território paraense, a capital é a campeã em número absoluto de homicídios registrados em 2006. Este ano, sete candidatos estão na disputa pela prefeitura da capital do Pará. Medidas voltadas para a segurança na cidade foram as principais promessas de campanha. Os candidatos sugerem a instalação de câmeras de segurança em áreas estratégicas para monitoramento policial e a iluminação de ruas nos bairros mais distantes.   No interior do Pará, a eleição foi tumultuada em Juruti, onde eleitores insuflados por candidatos impedidos de concorrer pela Justiça eleitoral invadiram salas de votação, quebrando duas urnas. A presença de uma tropa de 30 homens do Exército acalmou os ânimos. O juiz Cláudio Rendeiro mandou abrir inquérito e promete processar os responsáveis pelo tumulto.   A presidente do TRE, Raimunda Gomes, disse que pelo menos 20% das urnas tiveram de ser substituídas no estado por apresentar problemas. Só na capital, entre 20 e 30 foram trocadas por urnas manuais. "Houve problema de incompatibilidade entre a mídia e a urna", explicou.   (Com Agência Brasil)

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