NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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‘Precisamos investir mais na capacitação dos policiais’, afirma candidato do PDT

Marcelo Cândido concorre ao governo do Estado e propõe uma reforma tributária em São Paulo

Ana Neira, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 05h00

O candidato do PDT ao governo do Estado de São Paulo nas eleições 2018, Marcelo Cândido, foi o último a entrar na disputa. Seu partido havia fechado aliança com o governador e candidato a reeleição Márcio França (PSB), mas o apoio estava condicionado à indicação do vice ou de um candidato ao Senado, segundo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Como isso não aconteceu, a sigla optou pelo lançamento da candidatura de Cândido, ex-prefeito da cidade de Suzano. A mudança garante ao presidenciável do partido, Ciro Gomes, um palanque no maior colégio eleitoral do País.

Entre suas propostas estão a realização de uma reforma tributária no Estado e melhores condições de trabalho para os policiais.

Leia a entrevista na íntegra:

Como é ter sido o último candidato a entrar na disputa, sem o mesmo tempo de exposição que os outros tiveram?

A gente entra na corrida de uma maneira bastante diferente dos demais que fizeram pré-campanha. Os candidatos todos deram entrevista, falaram em sindicatos, empresas, foram sabatinados, só não pediram votos. E hoje, pela regra, a pré-campanha permite muito mais do que a campanha e eu perdi isso. Então, preciso correr atrás de tudo agora, mas isso não me tira a esperança.

Em outras entrevistas o senhor fala sobre a realização de uma reforma tributária. Como isso seria feito no seu governo?

A necessidade de reforma tributária não é só de São Paulo, ela precisa começar por uma reforma nacional que estabeleça parâmetros que vão servir de base para que uma (reforma) local seja feita. Não havendo uma reforma nacional, eu preciso fazer uma em São Paulo para promover um ajuste na forma de cobrança de tributos aqui no Estado. Precisamos desonerar a atividade produtiva, gerando mais incentivo para que ela ofereça mais oportunidade de emprego, um dos principais problemas no Estado. 

Quais são as suas propostas para saúde, segurança pública e educação?

Quando falamos de saúde, falamos de prevenção e de esporte, lazer, recreação, coisas que tem um papel muito importante. Eles servem de base para uma série de medidas que irão ajudar a população a viver de maneira mais saudável. Isso está no campo da saúde preventiva. A saúde hoje é concentrada sobretudo nas ações de média e alta complexidade. Os municípios ficam com a parcela do atendimento básico, mas quando falta investimento nessa atenção básica isso faz com que a pessoa chegue na média e na alta complexidade e o custo seja cada vez mais elevado. Quando a gente investe na base do atendimento para definição de diagnóstico, conseguimos diminuir os custos.

Na educação, reformar todo o modelo do Estado e isso vai levar um tempo porque precisa ser feito com envolvimento direto dos responsáveis pelas políticas de educação. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), por exemplo, funciona muito mais para defender os seus direitos junto do que para participar de um processo de planejamento para a solução dos problemas de educação. Então é preciso resolver esse conflito, trazendo as entidades que representam os educadores para pensar junto.

Em segurança pública, precisamos investir mais nos policiais, capacitando as equipes e atuando não apenas na repressão, mas na prevenção ao crime.

Como gerar mais empregos no Estado?

A reforma tributária vai estimular a atividade produtiva, mas pensamos também em um banco de fomento para garantir recursos de acesso ao crédito para quem quer investir. Eu quero estimular a competitividade no Estado nesse aspecto com o governo oferecendo taxas mais viáveis para a atividade produtiva. E vamos investir em qualificação em parceria com os municípios para que a mão de obra seja mais qualificada e atualizada.

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