ALEX SILVA/ESTADÃO/DIVULGAÇÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO/DIVULGAÇÃO

‘Temos de discutir isenção do ICMS em casos específicos', diz Rodrigo Tavares

Candidato do PRTB ao governo do Estado afirma que tecnologia e segurança pública serão pontos essenciais de sua gestão

Entrevista com

Rodrigo Tavares, candidato do PRTB ao governo de São Paulo

Ana Neira, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 05h00

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Apresentando-se ao público como o candidato da renovação nas eleições 2018, Rodrigo Tavares (PRTB) defende maior atuação do governo do Estado na segurança pública e assume que a isenção do ICMS pode ser rediscutida, caso necessário.

Leia a entrevista na íntegra:

Qual será a prioridade do seu governo?

Teremos duas áreas essenciais no meu governo e uma delas é segurança pública porque sem o direito de ir e vir o cidadão não consegue atingir as demais políticas públicas do Estado. A outra área é a de tecnologia porque precisamos de um Estado menor e mais eficiente e não vislumbramos isso sem o uso maciço da tecnologia.

Como isso será feito?

O Estado precisa gerenciar melhor suas informações e podemos fazer isso com big data, por exemplo. Isso é a confluência de informações, vamos fazer com que informações sobre as questões públicas sejam todas encaminhadas para uma central e a partir da coleta o Estado poderá dimensionar melhor suas políticas públicas. 

O senhor fala em simplificar a vida da iniciativa privada. Como isso será feito?

Um exemplo básico: precisamos simplificar o processo de abertura e fechamento de empresas no Estado de São Paulo. Outro exemplo: trabalhar melhor a área de infraestrutura, que é um gargalo terrível para a iniciativa privada. Outra proposta minha é repensar os impostos porque aqui as empresas têm gastos demais e perdem competitividade. Tudo isso impacta diretamente na vida do empresário. Outra questão é a guerra fiscal. Com tantos tributos, as empresas vão embora daqui e isso não pode mais acontecer.

O senhor vai dar isenção de ICMS?

Em casos específicos eu acho que precisamos discutir sim. Também temos de trabalhar numa repactuação tributária com discussão em nível federal, não podemos abrir mão de fontes de arrecadação. Mas, além disso, acho que pontualmente temos de estimular determinados setores da economia e isso pode passar pela questão tributária se for necessário. 

O senhor tem dito que pretende desinchar a máquina pública. Como pretende fazer isso? Vai mesmo cortar pela metade o número de cargos comissionados? Como isso pode ser feito?

Não provendo esses cargos, temos de acabar com cabide de emprego. Vamos rever fundações, empresas de economia mista, questionando mesmo a estrutura. Vamos privatizar e extinguir o que puder. Metade dos cargos em comissão não serão providos. Vamos cortar na própria carne porque a gente precisa dar exemplo.

O senhor faz parte da mesma coligação do candidato Jair Bolsonaro, uma das figuras que mais chama a atenção nas eleições 2018, líder na pesquisas de intenção de votos mas também de rejeição. Como essa parceria afeta sua candidatura?

A população quer renovação e ela é feita justamente deixando para trás velhos hábitos. A população está indignada. Fazer parte desta coligação me honra porque é uma coligação que vai transformar o Brasil. São Paulo é o Estado mais importante da federação e precisa de um governo forte e corajoso que quer renovar. O povo quer renovação e está com Jair Bolsonaro aqui no Estado.

Quais as suas propostas para a área de segurança pública?

Vamos fortalecer segurança pública reequipando nossas forças: Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia técnico-científica, agentes da Fundação Casa, agentes penitenciários, bombeiros. Vamos oferecer melhores condições de trabalho para essas pessoas. Temos um projeto de parceria público-privada de blindagem das nossas viaturas, que parecem latas de sardinha. Vamos fortalecer a atuação das polícias comunitárias que fazem um elo necessário com a população. E, claro, vamos usar tecnologia na segurança pública, o que eu chamo de “CSI paulista”, trazendo a tecnologia produzida nas universidades paulistas para dentro das forças policiais.

Quais as suas propostas para a área da educação?

Vamos instalar câmeras em todas as escolas estaduais, começando com a questão da segurança. Também vejo como importante a ocupação territorial escolar, com a comunidade do entorno atuando dentro da escola.Vamos valorizar o professor não apenas com salário, mas também com requalificação.  Traremos a educação cívica, com o aluno amando e seu Estado, seu município, seu País. 

O senhor vai privatizar presídios?

Isso está no nosso radar. Precisamos começar pelos presídios de menor potencialidade ofensiva, os de segurança mínima e, aos poucos, evoluir para os demais. Mas antes precisamos criar um ambiente para que as empresas se sintam atraídas a participar desse processo.

No seu eventual governo, haverá espaço para outras privatizações?

Penso em privatizar Metrô, CPTM, temos de privatizar quando for possível, gerando economia para o estado e melhoria do serviço. Vamos garantir isso com fiscalização. Planejo um aporte privado desde a estrutura, mas isso pode variar de acordo com cada caso e serviço para só depois definir se privatizamos a operação ou a construção. Não tem como privatizar o serviço como um todo.

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