Pré-candidatos usam balanço de metas para atacar Kassab

Prefeito não vai a evento de ONG e vira alvo de críticas à gestão; PSOL também aproveitou para fazer ato contra Haddad

FELIPE FRAZÃO, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h01

Quatro pré-candidatos em São Paulo aproveitaram a ausência ontem do prefeito Gilberto Kassab (PSD) para criticar sua gestão, em apresentação pública de acompanhamento do plano de metas municipal - feita pela Rede Nossa São Paulo. Enquanto Carlos Giannazi (PSOL), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB) e Soninha Francine (PPS) faziam ataques diretos ao prefeito no Teatro Anchieta, ele promovia cerimônia à parte com seu secretariado no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura.

Periodicamente, a Rede Nossa São Paulo e a Prefeitura revisam as metas, que foram assumidas em 2009 e devem nortear o governo. Para a ONG, só 81 das 223 metas haviam sido atingidas. A Prefeitura apontava 84. A diferença é que a entidade questiona algumas parcialmente cumpridas.

Sem José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) na mesa, os demais pré-candidatos atacaram a promessa de entregar três hospitais - apenas em andamento. Haddad concentrou-se na falta de investimentos em corredores de ônibus: "Até o metrô está sofrendo pela falta de corredores". Soninha questionou dados publicados de forma errada e o "sucateamento" da Companhia de Engenharia de Tráfego. Chalita disse que a administração é "ineficiente e tacanha". Giannazi deixou os adversários em saia-justa: sugeriu que recusassem doações de construtoras - uma bandeira do PSOL. Foi aplaudido pela plateia.

Haddad foi alvo de manifesto da juventude do PSOL. Dois rapazes o provocaram com máscaras do ex-presidente Lula e do deputado Paulo Maluf (PP) - em alusão à aliança na capital. O acordo causou polêmica e reprovação de petistas históricos e da militância. "Se o Haddad não for um grande prefeito, nunca mais votem em mim", diziam, parafraseando a antiga campanha de Maluf pelo ex-prefeito Celso Pitta.

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