Pré-candidatos criticam adiamento de prévia

Os dois adversários de José Serra na disputa interna do PSDB pela Prefeitura de São Paulo, José Aníbal e Ricardo Tripoli, divulgaram uma carta aberta para criticar o adiamento do processo de prévias da sigla para 25 de março.

O Estado de S.Paulo

01 de março de 2012 | 03h06

No texto, encaminhado à executiva municipal do partido, eles cobram a realização de pelo menos mais dois debates com a militância do partido e com a participação de Serra.

"Na reunião de ontem (anteontem), caminhava-se para o consenso: aceitaríamos o dia 11, tendo como contrapartida a realização de um grande debate entre os três pré-candidatos", escreveram. "Uma proposta apresentada na última hora e levada imediatamente à votação resultou no adiamento para o dia 25, o que não havia sequer sido aventado antes", acrescentaram.

A entrada de Serra na disputa criou um racha na reunião da executiva municipal do PSDB, na noite de terça-feira. O ex-governador teria ameaçado se retirar da disputa caso as prévias fossem mantidas para o dia 4.

Os integrantes do comando municipal do PSDB estavam próximos de um consenso para que a consulta aos filiados fosse adiada para o dia 11 de março, mas o grupo ligado ao ex-governador propôs um adiamento maior. O pedido foi levado a votação e os serristas venceram por 10 a 8.

Apesar de discordarem da alteração, Aníbal e Tripoli pedem a realização de dois debates com militantes do partido.

Os tucanos também manifestaram seu descontentamento no Twitter. "Por que a necessidade de mais 3 semanas? Para quê? O novo candidato (Serra) é bem conhecido, não carece de tanto tempo para falar com os militantes", escreveu Aníbal.

Fábio Lepique, assessor particular do governador Geraldo Alckmin, sustentou que o adiamento da prévia foi uma decisão da base do partido, mas reconheceu que isso vai ser desgastante para os pré-candidatos: "Eu sei que é sacrificado pro @jose_anibal e @ricardotripoli mais 25 dias de campanha. Mas a militância quer ouvir @joseserra_ para decidir".

Ontem, Serra negou qualquer problema no partido. "Não há resistência na base do PSDB. Não vejo isso", disse. "Não deixei desenvolver nenhuma agonia. Houve apenas uma semana de especulação até que eu anunciasse a decisão", afirmou. / GUSTAVO URIBE e ISADORA PERON

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