Pré-candidato do PT e senadora tentam demonstrar afinidades

Marta e Haddad ficaram próximos um do outro, mas pouco falaram e quase não se olharam durante a cerimônia

O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2012 | 03h05

Apesar dos esforços do presidente Lula, as diferenças entre Marta Suplicy e Fernando Haddad não parecem totalmente solucionadas. Foi isso pelo menos o que dois deixaram entrever na cerimônia de ontem em São Bernardo do Campo.

Nos discursos, a senadora e o ex-ministro até se esforçaram para demonstrar que estão alinhados e dispostos a unir forças na campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo. Além do discurso, porém, não pareceram afinados. Postados a menos de um metro um do outro, pouco falaram e quase não se olharam.

Sorridente e procurando demonstrar intimidade com o eleitorado, Marta ficou de costas para o pré-candidato do PT na maior parte tempo. Ele, por sua vez, permaneceu com o ar sério e preocupado, limitando-se a conversas com a mulher, Ana Estela.

O cerimonial da prefeitura de São Bernardo e do PT fez de tudo para ajudar. Marta e Haddad entraram juntos no palanque, ficaram lado a lado, posaram para fotos ao lado de Lula e contaram com a boa vontade do prefeito Luiz Marinho, que estacionou no meio da dupla uma boa parte do tempo, ajudando a aliviar a visível tensão.

Até na hora de ir ao microfone eles foram reunidos. Haddad elogiou Marta, dando-lhe crédito total pela criação de centro de educação unificada, com período integral, como o que foi inaugurado ontem. Ela discursou na sequência, mas foi menos generosa: deixou Haddad para o final da fala. Comprometeu-se a ajudá-lo, mas também cobrou criatividade, caso seja eleito.

Toda a cerimônia teve ares de comício. Por quase uma hora, antes do início do evento, a assessoria de comunicação da Prefeitura de São Bernardo alardeou as obras da gestão de Marinho com vídeos de recapeamento de ruas, farmácias populares, construção de moradia. Lula, em seu discurso, disse que ele é o melhor prefeito que a cidade já teve.

Marinho elogiu os trabalhadores da OAS, a construtora responsável pela obra, ainda não totalmente concluída e que custou R$ 69 milhões, dos quais R$ 30 milhões vindos do governo federal./ R.A. E F. F.

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