Divulgação/DEM
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Pré-candidato do DEM no DF fecha aliança com PSDB, mas promete voto em Bolsonaro

Alberto Fraga demonstra contrariedade sobre apoio de tucanos, mas diz que vai seguir orientação partidária

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2018 | 15h16

BRASÍLIA - Escolhido como pré-candidato ao governo do Distrito Federal pelo DEM, o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) disse nesta quinta-feira, 2, que, apesar da aliança com o PSDB, de Geraldo Alckmin, irá votar em Jair Bolsonaro (PSL) para presidente da República nas eleições 2018. Apesar disso, afirmou que, "a princípio", seguirá as orientações partidárias e somente abrirá espaço no seu palanque para o tucano.

"Conversei com Alckmin (sobre o apoio do PSDB). Falei com ele e agradeci. Foi uma surpresa para todo mundo, eu estava com a candidatura resolvida para o Senado e aí me puxaram para a cabeça de chapa. E aí veio a notícia de que iam retirar da minha coligação o PSDB porque sou Bolsonaro. Não posso perder o PSDB", afirmou demonstrando contrariedade. Questionado se tentaria encaixar tanto Alckmin com Bolsonaro em seu palanque, ele respondeu; "A princípio, vou seguir orientação partidária, mas eu vou votar no Bolsonaro", disse.

A aliança entre DEM e PSDB para a disputa do governo do Distrito Federal deve ser selada neste sábado, 4, quando está marcado para acontecer a convenção do Democratas do Distrito Federal. Além dos tucanos, Fraga terá o apoio do PR, de Valdemar Costa Neto e Jofran Frejat (PR-DF). 

Fraga disse ter conversado com o próprio Bolsonaro sobre a situação delicada. "Eu não posso perder o PSDB aqui (no Distrito Federal). Ele (Bolsonaro) entende minha situação. Todo mundo sabe quais são as minhas bandeiras e quais são as bandeiras do Bolsonaro. Então há uma identidade natural. Agora, não é por isso que eu ia abrir mão de um partido (PSDB) importante para nós", afirmou.

Como parte do acordo entre DEM e o PSDB, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF) deve ser lançado como candidato ao Senado pela chapa encabeçada por Fraga. Izalci resistia em abrir mão da candidatura ao governo, mas foi obrigado a recuar depois de acordo entre Alckmin e o ex-governador José Roberto Arruda, ligado ao PR. Arruda teve o mandato cassado após ser envolvido na Operação Caixa de Pandora. Arruda e Alckmin se encontraram na sede do PSDB em Brasília, na semana passada.

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