O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2013 | 02h15

A campanha pela reeleição de Dilma Rousseff tenta consolidar o eleitorado que já simpatiza com a presidente: a população do interior, principalmente do Nordeste. A estratégia intensificou-se diante do fortalecimento da candidatura de seu único adversário nordestino, o pernambucano Eduardo Campos (PSB).

A pedido do Estado, o Ibope consolidou as três pesquisas mais recentes de avaliação do governo Dilma. Isso foi possível graças aos resultados muito semelhantes obtidos em agosto, setembro e outubro. A junção triplicou o número de entrevistas e permitiu comparar cruzamentos múltiplos sem perda de confiabilidade estatística.

A conclusão é que nada diferencia mais a opinião dos eleitores a respeito do governo Dilma do que a geografia: nem a renda, nem a escolaridade nem a idade dos eleitores. Os jovens e os que completaram o ensino médio e superior são mais críticos à presidente. Mas as maiores diferenças são entre eleitores do Nordeste versus Sudeste, e do interior versus capital/periferia.

Embora a desaprovação aos governos pelos jovens seja a novidade deste ciclo eleitoral - o que ficou evidenciado pelo perfil dos que foram às ruas protestar - o fator geográfico segue sendo o de maior peso.

Eleitores da mesma idade e escolaridade têm opiniões muito diferentes sobre Dilma dependendo de onde moram: 64% dos nordestinos de até 30 anos que não cursaram além do Fundamental aprovam o governo federal. No Sudeste, entre eleitores com a mesma idade e escolaridade, a aprovação é 22 pontos menor (42%).

O mesmo diferencial geográfico fica evidente entre esses eleitores de pouca idade e escolaridade dependendo do tipo de cidade onde vivem. Daqueles que moram no interior, 58% aprovam Dilma. Isso cai a 41% nas capitais, a despeito das mesmas características etárias e educacionais dos eleitores.

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