Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

PRB e Russomanno se mantêm neutros no segundo turno em SP

Candidato derrotado no primeiro turno afirma que houve 'baixaria nesta eleição'

Guilherme Waltenberg, de O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2012 | 17h29

O PRB anunciou oficialmente nesta quarta-feira, 10, que vai se manter neutro na disputa do segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo. A sigla havia sido cortejada tanto pelo PT de Fernando Haddad quanto pelo PSDB de José Serra, mas o presidente da legenda, Marcos Pereira, confirmou que não vai apoiar nenhum dos dois concorrentes. Na mesma linha da direção de seu partido, o candidato derrotado Celso Russomanno também declarou sua neutralidade nesta etapa do pleito na capital, argumentando que houve "baixaria nesta eleição".

Russomanno, que era líder da corrida eleitoral em boa parte do primeiro turno, perdeu fôlego na reta final e acabou ficando de fora da disputa pela Prefeitura de São Paulo. Após admitir a derrota na eleição do último domingo, 7, o candidato do PRB disse que isso ocorreu porque foi "massacrado" por seus principais concorrentes, o petista Fernando Haddad e tucano José Serra.

De acordo com o presidente municipal do PRB, Aildo Ferreira Rodrigues, o partido vai deixar os seus eleitores "livres" para escolherem o melhor caminho. Porém, fez uma advertência: "Nós prezamos a ética e a ausência de ataques nas corridas eleitorais. E como sabemos que os dois (PT e PSDB) irão partir para isso, resolvemos não apoiar nenhum deles."

O anúncio oficial da neutralidade do partido neste segundo turno das eleições na capital foi feito na tarde desta quarta, mas desde a noite de terça-feira, Marcos Pereira, em conversa com a Agência Estado, já havia dado mostras de que seria difícil uma aliança com o PT de Fernando Haddad, mesmo que seu partido integre a base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff e tenha um representante na Esplanada dos Ministérios, Marcelo Crivella, na pasta da Pesca. Pereira afirmou que estava "magoado" com os ataques de Haddad em relação à proposta de Russomanno para a área de transportes: a tarifa proporcional.

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