PR tentou nacionalizar campanha em São Paulo, critica Haddad

Partido que compõe base de apoio do governo federal fechou acordo com o adversário tucano, José Serra

Ricardo Chapola, do estadão.com.br,

04 de junho de 2012 | 18h17

Texto atualizado às 20h38

SÃO PAULO - O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, lamentou nesta segunda-feira, 4, o acerto entre o PR e o adversário José Serra (PSDB), mas criticou o partido, da base de apoio do governo federal, em ter tentado nacionalizar a campanha durante as negociações com os petistas. As relações do PR com o PT está em turbulência desde que o partido perdeu o Ministério dos Transportes no ano passado, sob suspeitas de corrupção. Em visita à Vila Maria, na zona norte da capita, Haddad também disse que ausência da senadora Marta Suplicy no lançamento de sua candidatura não "gerou mágoas".

A aliança com o PR, oficializada nesta segunda, agrega à campanha tucana mais cerca de 1min30s em cada bloco de 30 minutos no horário político na TV. O PSDB já contava com o PV, PSD e o DEM na coligação.

"A partir do momento em que o PR resolveu nacionalizar um debate local e fazer de São uma moeda de troca para negociar na esfera federal, entendemos como natural o caminho que eles tomaram", avaliou Haddad. "É de se lamentar, porque na verdade os vereadores do PR estavam engajados numa renovação na cidade. Entendiam que o projeto Serra/Kassab tinha se esgotado, e buscavam uma alternativa".

A cúpula da coordenação da campanha petista prevê dificuldades na nova aliança anunciada pela oposição. A avaliação é de que a coligação proporcional acertada entre as partes será complicada diante de muitas forças na coligação. Segundo dirigentes, os tucanos terão uma tarefa difícil em distribuir as cerca de 18 vagas na coligação entre aproximadamente 27 nomes fortes entre os aliados.

O ex-ministro também atenuou o fato sobre seu pouco tempo de exposição de TV pela falta de acordo com outros partidos. Segundo ele, a mensagem é mais importante do que o tempo de sua duração.

Paz. Sem estar magoado por conta da ausência de Marta Suplicy na cerimônia de homologação de sua candidatura, no sábado, Haddad disse que já tentou contato com a senadora para discutir sua entrada na campanha.

Em nota, Marta alegou "motivos pessoais" para não ter comparecido ao encontro. "Estamos aguardando uma conversa com ela, para saber se tinha ocorrido alguma coisa. Nós estamos aguardando a prefeita para nos auxiliar", afirmou Haddad.

A avaliação no partido é que a ex-prefeita daria força à campanha, especialmente por sua popularidade nas periferias, reduto eleitoral do PT.

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