Rodger Timm/Ascom PSDB
Rodger Timm/Ascom PSDB

PPS deixa base do governo Ivo Sartori e apoia tucano ao Palácio Piratini

Partido abandona emedebista e indica um dos nomes ao Senado pela chapa com PSDB

Filipe Strazzer, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2018 | 15h30

PORTO ALEGRE - Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 20, o PPS do Rio Grande do Sul decidiu, por aclamação, apoiar o pré-candidato tucano Eduardo Leite ao governo do Estado. Também ficou definido que o ex-deputado estadual Mário Bernd (PPS) será um dos pré-candidatos ao Senado na chapa de Leite. Com isso, o PPS deixa, portanto, a base do governador José Ivo Sartori (MDB) e deve entregar os cargos que mantém na administração.

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Em troca do apoio, o PSDB ofereceu ao PPS uma das vagas ao Senado pela coligação. O presidente do PPS gaúcho, César Baumgratz, afirmou que a possibilidade de aumentar a bancada de seu partido na Assembleia Legislativa - que hoje tem somente a deputada estadual Any Ortiz - e de a sigla conseguir uma cadeira na Câmara dos Deputados também pesou."Foi a melhor coligação para os nossos propósitos", disse Baumgratz ao Estado.

"Nessas conversas se busca aquela que é a melhor proposta de oferta de fortalecimento e afirmação do partido", afirmou. O PPS estará coligado com o PSDB e o PHS para a Assembleia Legislativa gaúcha - e com o PHS na eleição a deputado federal.

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Segundo Any Ortiz, que também é vice-presidente do PPS no Rio Grande do Sul, a opção por Leite se deu não somente pela questão da coligação para o Legislativo estadual, mas, também pelas propostas. "Prevaleceu apoiar alguém que está afinado com as agendas e propósitos do PPS, como o enxugamento da máquina pública, de redução do tamanho do Estado e de investir em saúde, educação e segurança", afirmou a deputada estadual.

O PPS ocupa atualmente ao menos dez cargos na administração Sartori e faz parte do governo desde o início, em 2015. "Vamos procurar o governo, mas, por meio dessa decisão (de apoiar Leite) o PPS coloca seus cargos à disposição", disse Any Ortiz.

Segundo Any, isso não deverá, contudo, alterar o posicionamento dela e do PPS nas votações na Assembleia. "Minha intenção não é virar oposição, até porque continuamos do mesmo lado ideológico. Meu posicionamento é por apoiar os projetos que são importantes para o governo do Estado."

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O agora pré-candidato ao Senado Mário Bernd (PPS) já concorreu ao cargo em 2006 e ficou em quarto lugar. Ele elogiou a escolha de seu partido pelo apoio a Leite e afirmou que é candidato "para mudar algumas questões que o Congresso precisa mudar".

"Não podemos mais ter um Supremo (Tribunal Federal) que sirva a interesses políticos, por exemplo. Tenho um projeto que diz que ministro do STF tem que ser eleito pelas entidades ligadas ao juízo e com mandato de 8 anos", afirmou Bernd.

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