'Povo tem direito de execrar o episódio', diz herdeiro de cargo

Ao assumir a vaga de Natan Donadon (sem partido-RO) na Câmara ontem, Amir Lando (PMDB-RO) disse que sua volta ao Congresso será marcada pelo combate à corrupção.

Daiene Cardoso / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2013 | 02h20

Relator da CPI que investigou as denúncias de corrupção no governo Collor, em 1992, Lando, ex-senador, afirmou que "o povo tem o direito de execrar" o episódio que livrou Donadon da perda de mandato.

Apesar da vitória em plenário, o deputado preso foi afastado do cargo pela Presidência da Câmara, o que abriu caminho para o suplente assumir o posto.

Lando disse que a "herança didática" da sessão de anteontem deve ser a extinção do voto secreto. "Ou a gente muda, ou seremos mudados", afirmou.

O mais novo deputado afirmou que o Congresso vive um momento de crise, que é possível resgatar a imagem do Parlamento, mas que a sociedade exige mudanças. "Temos realmente de devolver a credibilidade a esta Casa", afirmou ele.

Lando contou que vinha atuando como advogado, que em nenhum momento interferiu no processo para voltar a ser parlamentar e que as coisas aconteceram "por força do destino". Ele afirmou ter acompanhou a sessão de cassação pela TV e percebeu que o resultado seria favorável a Donadon quando o quórum estava baixo, apesar de mais parlamentares terem registrado presença.

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