Poucas polêmicas marcam primeiro debate no Rio de Janeiro

Promovido pela Band, postulantes ao Palácio Guanabara trocaram poucas provocações durante encontro

Wilson Tosta, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2014 | 23h59

Um debate morno, travado pelas regras e marcado por polêmicas pontuais. Assim foi o confronto entre os cinco primeiros colocados nas pesquisas eleitorais para as eleições para o governo do Rio de Janeiro promovido ontem à noite pela Band no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon, na zona sul do Rio. Os postulantes ao Palácio Guanabara trocaram poucas provocações. Ainda assim, em alguns momentos, arrancaram risos da plateia no estúdio. Como aconteceu com o candidato do PRB, Marcelo Crivella (PRB), que disse ser contra a legalização da maconha porque, na Holanda, teria causado problemas em empresas, inclusive na Fokker, indústria do setor aeronáutico.

'Os aviões começaram a dar problemas", declarou, provocando gargalhadas.

Anthony Garotinho (PR) abriu o primeiro bloco, no qual os candidatos faziam perguntas uns aos outros, provocando Luiz Fernando Pezão (PMDB). Ele perguntou ao governador sobre processos do Tribunal de Contas da União,  Controladoria Geral da União, Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual que cobram o destino de recursos enviados pelo governo federal ao Estado, para recuperação da Região Serrana, após a tragédia das chuvas.

"Tenho orgulho imenso da minha atuação na Região Serrana", disse o governador. "Fui o primeiro a chegar, após o Corpo de Bombeiros, e fiquei 36 dias na serra." Na réplica, Garotinho retornou ao ataque. "Vou disponibilizar o processo que corre na Vara Federal contra o senhor Afonso Monerat, sub dele (Pezão), e o assessor Hudson Braga, no Blog do Garotinho e no Facebook." Pezão, na tréplica, ironizou. "Falar em responder a processo... você é campeão", afirmou, arrancando risos na plateia.

Respondendo a uma pergunta da Marcelo Crivella (PRB) sobre transportes, Linbergh Farias (PT) afirmou que existem dois Rios de Janeiro, um dos ricos, na zona sul, outro nas zonas norte e oeste da capital, Baixada Fluminense e São Gonçalo. "Aqui no Rio de cartão postal te muitos investimentos, bons serviços públicos", afirmou, criticando o gasto de R$ 8,5 bilhões na extensão do Metrô para a Barra da Tijuca. "Ninguém planeja o Metrô para a Baixada. Com metade dos recursos do Metrô para a Barra, podemos transformar os trens em Metrô."

Tarcísio Motta (PSOL) acusou o PT de ter participado de um governo (Sérgio Cabral Filho, do PMDB) que teria fechado escolas. "Há muito tempo eu queria tirar o PT deste governo", disse Lindbergh, na réplica. "Fico feliz porque você talvez esteja anunciando o rompimento com a prefeitura de Eduardo Paes (PMDB), da qual vocês são vice", ironizou Motta.

Ao falar dos transportes, Crivella atacou o governo estadual. 'O Rio é o único Estado onde o Bilhete Único é mantido pela Fetranspor (entidade de empresas de ônibus)", criticou. 

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