Portas do gabinete presidencial se abrem após protestos

Após as manifestações que tomaram as ruas do País em junho, a presidente Dilma Rousseff mudou seu estilo de governar, abriu as portas do Palácio do Planalto e recebeu, em um mês, de integrantes do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis até o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Foram sucessivas agendas, incluindo visitas rotineiras de políticos, um hábito que a presidente não cultivava.

O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2013 | 05h13

Com a mudança de comportamento, Dilma recebeu no Planalto, pela primeira vez, grupos indígenas e o presidente da entidade que representa os prefeitos, Paulo Ziulkoski.

Responsável pela convocação dos protestos contra o aumento da tarifas dos transportes, o Movimento Passe Livre (MPL) foi o primeiro a se reunir com a presidente, em 24 de junho. O encontro com o MPL ocorreu pouco antes da reunião emergencial que Dilma convocou com os 27 governadores e prefeitos de capitais, como forma de dar uma resposta às manifestações e de construir uma agenda positiva.

Na manhã de 25 de junho, um dia após propor uma Assembleia Constituinte específica para votar a reforma política, a presidente recebeu o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coêlho, que disse ter apresentado a ela um projeto de reforma que mexia em "pontos cruciais", sem necessidade de reformar a Constituição.

Dilma abriu o gabinete a movimentos jovens para debater o plebiscito e a reforma política. A presidente também aproveitou o momento para se aproximar das centrais sindicais e de empresários. Também tiveram espaço na agenda da presidente representantes do movimento LGBT, evangélicos, sem-terra e líderes do movimento negro.

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