Por Padilha, Dilma promove Mais Médicos em SP

Presidente vai ao interior com o ministro, possível candidato do PT na sucessão estadual, e com o governador tucano, que tentará reeleição ano que vem

Ricardo Brandt, enviado especial a Itapira (SP), O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2013 | 02h10

A presidente Dilma Rousseff promoveu ontem no interior de São Paulo, ao lado de seu ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o programa Mais Médicos. Padilha, petista que deverá enfrentar o tucano nas eleições estaduais do ano que vem, quer usar o programa federal como o carro-chefe de sua campanha.

O governo tenta levar profissionais a regiões carentes de atendimento. Para isso, vai até importar médicos de outros países. "A falta de médicos é problema nacional e que afeta até o Estado mais rico do País. Portanto, não faltará vontade política do meu governo para enfrentar esse problema", afirmou a presidente.

Os três participaram da inauguração da nova planta de biotecnologia e da expansão da indústria farmacêutica Cristália, em Itapira. "Em 700 municípios não há um único médico, em 1.900 há menos de um médico por 3 mil habitantes. Aqui em São Paulo, 309 municípios aderiram, quase a metade dos 645 do Estado, e pediram mais de 2 mil médicos. Esses números mostram que a falta de médicos é nacional", afirmou Dilma.

Pré-candidato. Sempre ao lado da presidente, tanto na visita à fábrica como no palco, Padilha foi o único dos três ministros presentes a discursar - estavam também o ministro Marco Antonio Raupp (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Comércio e Indústria). O ministro evitou citar diretamente o Mais Médicos, que recebeu várias críticas. Padilha fez elogios à política nacional de saúde para produção de medicamentos e distribuição gratuita de remédios a diabéticos e hipertensos. Na sua fala, brincou com o possível adversário. "Eu sempre brinco e o governador Alckmin também que um dia, talvez, alguém vá criar um produto que torne nós homens eternamente jovens e as mulheres nunca morrerão", disse Padilha. / COLABOROU GUSTAVO PORTO

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