Popularidade petista para de cair, mas à beira do precipício

A pesquisa MDA/CNT mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff parou de cair. A queda é a mesma já registrada pelo Datafolha em junho. Mas Dilma parou à beira do precipício da inelegibilidade: 51% dizem que poderiam votar nela, mas 45% dizem que não votariam de jeito nenhum. Uma simples inversão desses números e a presidente seria inviável no segundo turno.

ANÁLISE: José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2013 | 02h06

O novo levantamento começou nove dias depois do anterior, do Datafolha, que havia mostrado que uma avalanche na opinião pública levara a popularidade de Dilma encosta abaixo.

Apesar da diferença de data, os números da avaliação do governo nas duas pesquisas são bastante semelhantes: 30% de ótimo/bom no Datafolha, e 31% na MDA. Isso mostra que a taxa dos que apoiam a presidente não se alterou nas últimas duas semanas.

Os saldos de popularidade presidencial nas duas pesquisas também se equivalem: 5 pontos positivos no Datafolha, contra 2 pontos agora. A diferença está na taxa dos que reprovam a gestão petista. Segundo a MDA, 29% avaliaram o governo Dilma como ruim/péssimo, contra 25% que tinham essa opinião no Datafolha. A diferença está dentro da margem de erro das pesquisas.

A pesquisa MDA/CNT indica que as chances de vitória de Dilma despencaram junto com sua popularidade, mas ainda existem. O significado dessa mudança depende dos olhos de quem vê a pesquisa.

Para a oposição, é sinal de que basta pressionar um pouco mais que Dilma se tornará inviável eleitoralmente. Para os dilmistas remanescentes, é prova de que a presidente chegou ao fundo do poço e tem um patamar minimamente confortável para buscar a recuperação de sua popularidade.

Dilma tem pelo menos 33% de intenção de voto estimulada, o que é um passaporte para o segundo turno. Seu problema é que com a uma rejeição de 45% aumentam muito as chances de seu adversário.

Por ora, Marina Silva é a mais forte candidata a essa segunda vaga. O problema dela é que lhe faltam um partido e tempo de TV. Terá de negociá-los, o que vai contra a imagem que tenta projetar.

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