PMDB vence em 4 capitais no 2º turno e empata com o PT

Grande vencedor no primeiro turno, partido de Lula foi alcançado pelo PMDB; os dois elegeram 6 prefeitos

Da Redação,

26 de outubro de 2008 | 20h29

O PMDB venceu quatro das cinco prefeituras de capitais a que concorria neste segundo turno e alcançou o PT no topo da lista dos partidos que mais elegeram prefeitos nestas cidades. Entre as 26 capitais do País, entre as quais 11 tiveram o resultado definido no segundo turno, o partido conseguiu eleger seis prefeitos, mesmo número do Partido dos Trabalhadores.   Veja também: Acompanhe as notícias pelo Blog da Eleição  A disputa pelas capitais  Geografia do voto: desempenho dos partidos no País  Cobertura completa das eleições 2008 Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos   A legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitoriosa do primeiro turno, com seis prefeitos eleitos em capitais. No segundo, porém, perdeu nas três cidades que concorria: São Paulo, Porto Alegre e Salvador. O PMDB fez o caminho inverso: no primeiro dia de votação, elegeu apenas dois candidatos. Neste domingo, 26, porém, venceu em Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador e alcançou o PT. O PSDB aparece na terceira colocação, com quatro prefeitos.   Mesmo ganhando as eleições municipais em grande parte das principais cidades do País, porém, os partidos que integram a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminaram o segundo turno com uma espécie de sensação amarga. Isso porque os resultados apontam a vitória de candidatos não alinhados com o Palácio do Planalto nos maiores colégios eleitorais do Brasil.   Em São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM, venceu a petista Marta Suplicy. Em Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), que faz oposição ao governo federal, foi reeleito. Somadas, as cidades têm mais de 9 milhões de eleitores.   Com esse cenário, a situação cria um embaraço político para o governo em relação à sucessão presidencial de 2010. Mesmo com Lula exibindo altos índices de aprovação de seu governo, a oposição poderá contar com importantes administrações para tentar ampliar sua candidatura à sucessão presidencial.   A derrota em São Paulo, mesmo depois da campanha direta de Lula a favor de Marta, representa muito essa derrota da base aliada. A capital paulista possui o maior número de eleitores do País, com 8,1 milhões - número que certamente aumentará até 2010. Será gerida por um prefeito do DEM, partido que faz a oposição mais feroz ao governo federal dentro do Congresso. Mais: Kassab é ligado ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), hoje o principal nome da oposição para concorrer à Presidência.   Mas não é apenas a derrota em São Paulo que preocupa a base de Lula. José Fogaça derrotou a petista Maria do Rosário em Porto Alegre. A capital gaúcha representa mais de 1 milhão de eleitores e a vitória de Fogaça barra o caminho de volta que o PT pretendia fazer em Porto Alegre, berço político de um dos principais núcleos de poder do partido.   Em São Luís, no Maranhão, o PSDB venceu com João Castello, e cuidará de uma cidade com 636 mil eleitores.   Até em cidades onde governistas terão algum tipo de vantagem com qualquer resultado, existem complicações políticas. Em Belo Horizonte, um triunfo de Márcio Lacerda (PSB) representa a vitória de um partido da base aliada e do atual prefeito Fernando Pimentel (PT), que apóia sua candidatura. Mas, ao mesmo tempo, ajuda o governador tucano Aécio Neves, que também apóia Lacerda, e desagrada uma ala petista de Minas Gerais que discorda da parceria de Pimentel com um político de oposição.   Salvador fecha o quebra-cabeça político do governo no segundo turno. O confronto entre João Henrique Carneiro (PMDB) - eleito - e Walter Pinheiro (PT) assegurou a presença de um governista no poder. Mas o choque entre os dois candidatos provocou grande mal-estar político entre os principais representantes do PT e PMDB da Bahia.   Pior: o governo desconfia que o padrinho de João Henrique, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), caminhe para o afastamento político, abrindo, no futuro, um palanque local para Serra. Para impedir que Geddel abra essa dissidência, o próprio Lula fez questão de não interferir na campanha local, causando insatisfação entre os petistas, que temem pela derrota.   Veja os prefeitos eleitos por partido:   PT - 6 PMDB - 6 PSDB - 4 PSB - 3 PTB - 2 DEM - 1 PCdoB - 1 PDT - 1 PP - 1 PV - 1

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