PMDB do Rio afirma que só apoia Dilma se Lindbergh desistir

Com aval do governador Sérgio Cabral, o PMDB do Rio partiu para o ataque contra a pré-candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) ao governo do Estado e insinuou que poderá não apoiar a reeleição de Dilma Rousseff se o petista não desistir da disputa. Em nota divulgada ontem, o PMDB-RJ cobrou do PT o apoio ao vice-governador Luiz Fernando Pezão, escolhido por Cabral para disputar a sucessão.

O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2013 | 02h10

Embora aponte como "fundamental para o Brasil a reeleição da presidenta", o PMDB fluminense diz que a candidatura do vice-governador é "inegociável". "Não há hipótese de ele (Pezão) não ser candidato. Por tudo isso, o cenário de palanque duplo para a presidenta Dilma não se sustenta. Trata-se de uma equação que não fecha e cujo resultado não será a soma, mas a subtração", diz a nota, assinada pelo presidente regional do partido, Jorge Picciani. Uma versão mais contundente da nota cobrava diretamente da executiva nacional petista uma atitude para "equacionar a questão com o PT do Rio". Mas optou-se por uma versão mais branda do texto.

"O diretório do PT aprovou por unanimidade minha pré-candidatura. Na convenção do PMDB, eles podem decidir sobre os candidatos deles, mas não podem escolher ou vetar os nossos", disse Lindbergh.

/ LUCIANA NUNES LEAL

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