Plano para saúde tenta impor agenda positiva pós-protestos

Em mais uma tentativa de criar uma agenda positiva, a presidente Dilma Rousseff lança hoje o Plano Nacional pela Saúde - Mais Hospitais, Mais Médicos, Mais Formação. Apesar da resistência dos médicos brasileiros, a ideia é que o recrutamento de profissionais estrangeiros seja trunfo eleitoral para Dilma, candidata à reeleição, e para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que quer concorrer ao governo de São Paulo, em 2014.

O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2013 | 02h05

A medida atende a reivindicação da Frente Nacional dos Prefeitos. Não por acaso, será lançada justamente na semana da Marcha dos Prefeitos. Para os municípios, será uma mão na roda: é uma tentativa de cobrir, sem custos, um buraco assistencial.

A mão de obra será toda financiada pelo governo federal. A expectativa é de que sejam 10 mil médicos. Quando o programa estiver em vigor, as prefeituras vão economizar R$ 1,2 bi por ano, segundo estimativas.

Apesar da empolgação do governo, a proposta de convocar médicos estrangeiros provocou a ira das entidades médicas, que acham a medida inócua, oportunista e eleitoreira. Argumenta-se que o problema no País não é a falta de médicos, mas sua distribuição inadequada. Segundo o Conselho Federal de Medicina, a estratégia trará uma medicina de segunda para os cidadãos mais pobres. / LÍGIA FORMENTI

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