O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2012 | 03h07

O Plano Diretor será o carro-chefe do debate na próxima Legislatura. A opinião é do atual presidente da Câmara, José Police Neto (PSD).

O que fica para a próxima Legislatura?

Primeiro é a nova lei de desenvolvimento. O Plano Diretor, aprovado em 2002, tem prazo até 2012. A partir de 2013 será necessário o debate sobre uma nova fórmula de desenvolvimento, com uma premissa de sustentabilidade. O Plano de Bairro de Perus já começa a ser copiado. Está sendo copiado pela Vila Madalena, que faz isso via iniciativa privada. A escala do bairro é a precisão do planejamento da cidade.

Como resolver a pressão nos transportes?

A cidade precisa ampliar os incentivos regionais, pulverizar o emprego, desconcentrar a riqueza. Só assim os trajetos e percursos serão menores. O planejamento dos transportes deve ser compreendido de acordo com o uso de ocupação do solo. Não se consegue em dez anos mudar o uso do solo da cidade que tem 500 anos. É uma política de longo prazo. A curto prazo tem de melhorar o transporte sobre pneus, os ônibus. A médio prazo, melhorar o metrô.

Por que o senhor trocou de partido?

Eu senti que no PSDB já não era mais possível desempenhar o papel que eu gostaria de desempenhar na sociedade. Fui buscar outra agremiação quando percebi que o meu partido optava por políticos do interior para dirigir a capital. Nada contra os políticos do interior. Mas eles têm uma vocação rural, agrária, de cidades pequenas, que não se coaduna com o desenvolvimento da megalópole. / P.P.

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