Fernando Carvalho/O Tempo
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Pimentel vê falta de 'fundamento' em reportagem da 'Veja'

Governador eleito de Minas Gerais questionou forma como a revista publicou a notícia e disse que não 'discutiria' uma decisão da Justiça

ALEX CAPELLA, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 11h29

O governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), evitou comentar a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral Admar Gonzaga, que impediu a revista Veja de veicular publicidade em rádio, TV, outdoor e internet de sua edição desta semana. Pimentel, que votou na manhã deste domingo, 26, em uma escola estadual da zona sul de Belo Horizonte, limitou-se a dizer que não “discutiria” uma decisão da Justiça. 

Além de proibir a Veja de fazer publicidade da edição, o ministro concedeu direito de resposta ao PT no site da revista. De acordo com Pimentel, para tomar a decisão o ministro Admar Gonzaga deve ter tido motivos. “Não discuto decisão da Justiça. Ela decidiu e certamente teve motivos para isso. Como cidadão, assisti uma coisa triste. Um órgão de imprensa publica uma matéria sem qualquer fundamento, sem uma prova, sem uma fonte”, criticou.

Apesar de não discutir a decisão da Justiça, o governador eleito de Minas questionou a forma como a revista publicou a notícia. A reportagem da revista apresentou trechos do que seria o depoimento do doleiro Alberto Youssef, preso em Curitiba, no Paraná, dizendo que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff sabiam do esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás. “A gente lamenta, principalmente nesse final, o que tem sido feito por um órgão de imprensa que eu não vou mencionar, que denigre o jornalismo, envergonha”, afirmou.


Amigo de adolescência de Dilma e ex-ministro de seu Governo, Pimentel voltou a defender que a interlocução com o Governo de Minas seria facilitada no caso da reeleição da presidente. Em seu comício em Belo Horizonte, dia 18, Lula revelou que o governador eleito de Minas teme “não dar conta” de governar o Estado caso Aécio Neves (PSDB) seja eleito presidente. 

“Tenho muito mais facilidade com a presidenta Dilma, que é do meu campo político, inclusive relação de amizade. Mas isso não altera o que é uma obrigação institucional. Vamos ter boas relações com todo mundo”, minimizou Pimentel, que chegou ao local de votação acompanhado de militantes do PT, de deputados e ex-deputados.

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