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Pimentel nega atrito com Dilma durante campanha para as eleições 2018 em Minas

Candidato à reeleição ao Palácio da Liberdade justifica agenda tímida afirmando que tem de conciliar o governo com a campanha

Jonathas Cotrim, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2018 | 13h22

BELO HORIZONTE - O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), candidato a reeleição, negou nesta segunda-feira, 27, que esteja em atrito com a presidente cassada Dilma Rousseff (PT), que postula uma cadeira no Senado pelo Estado. Ele afirmou que cumpriu poucos compromissos eleitorais na primeira semana de campanha em razão de sua agenda de governo.

“Eu sou governador do Estado, não tenho todo o tempo disponível para a campanha. Minha prioridade é cuidar dos problemas do Estado”, disse Pimentel, após conceder entrevista à TV Record Minas, afirmando que essa situação pode trazer prejuízo para sua tentativa de reeleição.

No último sábado, Pimentel era esperado no lançamento da candidatura da deputada estadual Marília Campos (PT) à reeleição, que contou com a presença de Dilma. No entanto, o governador disse que foi convocado para uma reunião em Brasília e não compareceu ao evento.

Pimentel negou que haja algum atrito entre ele e Dilma. Após a convenção estadual do PT, os dois teriam discordado em razão da possível entrada do MDB na coligação majoritária petista em Minas. “A presidente fez uma observação que eu acho justa. Mas essa questão está superada, porque o MDB fez outra coligação”. Dilma não queria compor com deputados emedebistas que foram favoráveis ao seu impeachment, em 2016.

“Eu queria o MDB estadual, que foi nossa base, continuou conosco. Esse não tem nenhum constrangimento”, afirmou o governador, que tem como vice o emedebista Antônio Andrade, ex-ministro de Dilma. Em abril deste ano, o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, candidato ao governo pelo MDB, aceitou dar prosseguimento a um processo de impeachment contra Pimentel.

Questionado sobre a disputa presidencial, o governador mineiro criticou Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, e Jair Bolsonaro, postulante do PSL. “Se acontecer a tragédia de eleger um presidente com o perfil de algum desses que foi mencionado, aí o Brasil caminha para o abismo”, disse Pimentel.

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