Heinrich Aikawa/Instituto Lula/Divulgação
Heinrich Aikawa/Instituto Lula/Divulgação

PIB nosso não é o que a gente gostaria, diz Lula à mídia internacional

Em entrevista a correspondentes, ex-presidente comenta política econômica do governo e volta a defender Dilma

Leticia Sorg, Agência Estado

03 de julho de 2014 | 16h40

 São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu que o crescimento do PIB não é o ideal, mas minimizou a necessidade de grandes mudanças na política econômica no próximo mandato presidencial. "Obviamente o PIB nosso não é o PIB que a gente gostaria", afirmou em entrevista a veículos internacionais nesta quinta-feira, no Instituto Lula, em São Paulo. "As reformas que a gente tem que fazer são reformas mais pontuais".

Segundo a agência Reuters, Lula disse que, quando as pessoas acham que o Brasil não cresceu muito nestes últimos quatro anos, pergunta quem cresceu mais do que o País. Os repórteres lembraram os casos de Peru e Chile na América Latina, ao que Lula respondeu: "Eles são pouquíssimos".

Sobre a necessidade de cortar gastos públicos para restabelecer o equilíbrio da economia, defendida por membros da oposição e do mercado, Lula voltou a defender a gestão de sua sucessora, Dilma Rousseff (PT). "Tem gente que acha que nós precisamos, para derrubar mais a inflação, ter um pouco de desemprego. Nós não pensamos assim", disse aos correspondentes internacionais.

O ex-presidente afirmou que Dilma "tem todas as condições de ser reeleita", pela forte criação de empregos durante seu mandato, e, se isso acontecer, ela terá como foco as concessões de infraestrutura e o investimento em ciência e tecnologia para tentar acelerar o ritmo da economia brasileira. Lula também ressaltou o plano de investimentos da Petrobrás, que classificou como "coisa excepcional".

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