PF investigará em Minas morte de jornalista

A Polícia Federal e a Procuradoria da República devem participar das investigações do assassinato do jornalista Rodrigo Neto de Faria, de 38 anos - ocorrido no dia 8 em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro. Ontem, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, participou de audiência pública naquela cidade. Diante de representantes da Polícia Civil, da Assembleia Legislativa de Minas, do Ministério Público Estadual (MPE), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Sindicato dos Jornalistas do Estado, ela pediu agilidade na apuração e punição exemplar dos culpados.

MARCELO PORTELA , BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2013 | 02h06

"Queremos dar um exemplo ao País, de que crimes dessa natureza não podem ficar impunes", afirmou Maria do Rosário. Em reunião hoje, com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ela pedirá o apoio da PF na apuração desse e de outros crimes de Ipatinga. O jornalista era conhecido por denunciar crimes com suspeita de envolvimento de policiais e pessoas influentes e até com participação de grupos de extermínio.

Também estiveram na audiência os presidentes da OAB nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e da sua seção mineira, Luís Cláudio Chaves. A Ordem avisou que vai pedir ao governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), agilidade nos processos administrativos que tramitam contra policiais da cidade.

Autor do pedido de realização da audiência, o deputado Durval Ângelo(PT), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia mineira, disparou: "É preciso uma mudança geral na polícia de Ipatinga. Nem todos (os policiais) estão envolvidos com o crime, mas alguns protegem os criminosos ou têm medo de apurar as denúncias".

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