PF analisa restos mortais achados na área da Guerrilha do Araguaia

Com o apoio de geofísicos da Polícia Federal e da Universidade de Brasília (UnB), o Grupo de Trabalho Araguaia conseguiu localizar os restos mortais de mais duas pessoas na área da Guerrilha do Araguaia, ocorrida no Pará, na década de 1970. A informação foi divulgada ontem, ao fim de uma expedição de dez dias à região, sob a coordenação do Ministério da Defesa.

ROLDÃO ARRUDA, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2012 | 03h03

Criado em 2010, após determinação da Justiça Federal, o grupo conta com a participação do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos. Procura localizar e identificar os restos mortais de guerrilheiros desaparecidos.

A primeira exumação, segundo o governo, foi feita no cemitério de Xambioá, no Tocantins; e a segunda, na área conhecida como Abóbora, propriedade rural particular, no município de São Geraldo do Araguaia, no Pará. Trabalhadores do local informaram que ali existiu uma espécie de cemitério de guerrilheiros.

O material foi enviado para Brasília, onde deverá ser analisado por especialistas da Polícia Federal. Também estão previstos exames de DNA.

Familiares de desaparecidos ouvidos pelo Estado não demonstraram entusiasmo com a notícia. Segundo suas informações, restos mortais localizados em outras expedições não foram submetidos a exames adequados até hoje.

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