Petrópolis opta pela alternância de poder e elege Mustrangi

Candidato do PT venceu com 65,1% dos votos, contra 34,9% do adversário Ronaldo Medeiros (PSB)

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

26 de outubro de 2008 | 19h26

A vitória de Paulo Mustrangi (PT) para a prefeitura de Petrópolis, na região serrana do Rio, mostrou que a população da cidade optou pela alternância de poder. Mustrangi teve 65,1% dos votos, contra 34,9% de Ronaldo Medeiros (PSB). Depois de ter governado Petrópolis por dois mandatos, Bomtempo terá que entregar sua cadeira a um ex-aliado. Mustrangi foi secretário de Meio Ambiente de Bomtempo até o início do ano, quando deixou o cargo na expectativa de ser o candidato do prefeito numa chapa PT-PSB.     Veja também: Paulo Mustrangi teve 65,1% e é o novo prefeito de Petrópolis  Geografia do voto: desempenho dos partidos no País   Cobertura completa das eleições 2008   Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos    Bomtempo decidiu por Medeiros, que também ganhou o apoio do governador Sérgio Cabral (PMDB). O petista então assumiu um discurso de oposição e foi buscar o apoio do ex-prefeito Leandro Sampaio (PPS), maior rival do atual prefeito.   Ex-bancário, Mustrangi foi líder sindical da categoria antes de se tornar vereador. Como presidente da Câmara de Vereadores, iniciou uma série de reformas que reduziu os custos do Legislativo municipal e favoreceu as contas do primeiro governo de Bomtempo, a quem apoiou.   A vitória de Mustrangi, cuja vitória no primeiro turno surpreendeu até mesmo os companheiros de partido, coroa o bom desempenho do PT no interior do Rio. Com Petrópolis, o partido conquista três dos dez maiores colégios eleitorais. Já tinha conquistado no primeiro turno em Nova Iguaçu e Belford Roxo, na Baixada Fluminense.   Mustrangi é muito ligado ao deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ), que ajudou a levar a Petrópolis estrelas petistas como o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, o presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini, e a ex-governadora do Rio Benedita da Silva.   Entre os desafios do petista à frente da cidade fundada por Dom Pedro II no século 19 e que hoje vive do turismo e da indústria têxtil, está a conservação do patrimônio histórico e o crescimento desordenado da cidade, que tem assistido à ocupação de encostas verdes por favelas. O resultado são deslizamentos com vítimas a cada estação de chuvas.

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