Petrobrás é destaque no horário eleitoral; Dilma diz ter tolerância zero com corrupção

Presidente afirmou que adversários empurraram 'para debaixo do tapete' seus escândalos e citou as denúncias de compra de voto para aprovação da emenda da reeleição

Daiene Cardoso , O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 22h41

Brasília - No segundo dia do horário eleitoral gratuito, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) abordou o depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa à Justiça Federal, em que ele detalha o suposto esquema de corrupção na estatal que envolveria a participação de partidos políticos. A petista disse que seu governo criou condições para que casos como esse fossem apurados e acusou os governos do PSDB de "empurrarem para debaixo do tapete" seus escândalos.

"Todos sabem que tenho tolerância zero com a corrupção", disse a presidenciável. Dilma afirmou que o combate à corrupção "nem sempre" aconteceu nas gestões do PSDB e citou as denúncias de compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, no governo de Fernando Henrique Cardoso, e o mensalão tucano em Minas Gerais que ainda não foi julgado, além do caso Alstom em São Paulo.

Dilma reafirmou que Costa foi demitido e preso em seu governo e que ela nunca aparelhou a Polícia Federal, o que permitiu com que as investigações ocorressem sem interferência do governo federal. "Quem não deve, não teme", disse a campanha. A candidata voltou a defender novas medidas que endureçam as punições para casos de corrupção. Sua campanha criticou o "jogo sujo" para manipular o resultado das urnas. 

A artilharia petista também questionou a relação de seu adversário Aécio Neves com a imprensa mineira no período em que foi governador. A campanha destacou a "perseguição" a jornalistas mineiros e "tentativa de silenciar a imprensa". Segundo a campanha, Aécio foi desaprovado pelos mineiros, uma que perdeu no primeiro turno em seu Estado natal. 

Petrobrás. Já a campanha do PSDB mostrou as pesquisas de intenção de voto que apontam o tucano na liderança neste segundo turno e mostrou trechos de sua participação no debate da TV Record. Entre os trechos escolhidos pela campanha, Aécio prometeu a manutenção e o aperfeiçoamento do Bolsa Família e destacou escândalo envolvendo a Petrobrás. O candidato reafirmou o compromisso de não privatizar a estatal e sim "reestatizá-la". 

A segunda parte da propaganda tucana mostrou algumas das propostas defendidas pelo candidato, entre elas um maior controle das fronteiras, a inclusão de 50 mil policiais para garantir a segurança nas ruas, a criação de consultórios populares de saúde e incentivos para que os jovens voltem a estudar. 

A campanha tucana reforçou que, em um eventual governo de Aécio Neves, haverá combate à inflação e à corrupção. Também haverá, de acordo com a propaganda eleitoral, mais investimentos em infraestrutura.

Dois atores encerraram o programa dizendo que, para o PT, Aécio é o inimigo. Mas, para o candidato, os inimigos são a inflação, a falta de crescimento e a incompetência. "E aí? Quem você acha que está lutando pelo Brasil?", perguntava o horário eleitoral.

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesDilma RousseffAécio Neves

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.