Petistas se acusam em eleição interna

Dirigentes do PT que apoiam a reeleição de Rui Falcão para a presidência do partido acusaram nesta quarta-feira, 4, o deputado Henrique Fontana (RS) de promover filiações em massa nos seus redutos eleitorais, na tentativa de fortalecer a candidatura de Paulo Teixeira (SP). Foi uma resposta a Fontana, que, na terça-feira, apontou inchaço no PT e "voto de cabresto" na legenda para favorecer Falcão.

Vera Rosa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2013 | 02h17

A eleição que renovará as direções nacional, estadual e municipal do PT está marcada para 10 de novembro e só podem votar filiados em dia com suas contribuições partidárias. Fontana estranhou o salto no número de filiados em tão pouco tempo - de 184.893 em 13 de agosto para 780.688 no último dia 30 - e fez ressuscitar a denúncia de "mensalão", desta vez no próprio PT.

A briga expôs o racha interno, que ameaça desbancar o grupo Mensagem ao Partido - hoje a segunda maior força do PT, integrada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo - da secretaria-geral da legenda . A corrente lançou Teixeira, mas Falcão, com a bênção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da tendência Construindo um Novo Brasil, é o favorito para vencer a disputa no primeiro turno.

"Quem mais inchou o PT no Rio Grande do Sul foi a candidatura da Mensagem ao Partido", acusou o deputado Paulo Ferreira (RS), ex-tesoureiro do PT e aliado de Falcão.

Fontana não quis esticar a polêmica. "Nunca falei em compra de voto no PED (Processo de Eleição Direta) do PT", disse em nota. "Apenas destaquei a repentina mudança dos números."

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