Petistas passeiam pela 'vizinhança'

Cuba e Colômbia no roteiro de dois governadores

O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2011 | 03h05

Ao menos dois governadores petistas optaram por roteiros de férias na América Latina. Enquanto a presidente Dilma Rousseff descansa na Bahia, o governador do Estado, Jaques Wagner, escolheu a Colômbia para comemorar o réveillon. Já o governador gaúcho Tarso Genro levará a família para Cuba.

Segundo a assessoria, Jaques Wagner viajou acompanhado apenas pela primeira-dama, Fátima Mendonça, com objetivo de descansar por sete dias, incluindo o réveillon. O governador deve visitar a capital, Bogotá, além da histórica Cartagena das Índias, declarada Patrimônio da Humanidade, que fica às margens do mar do Caribe.

Acostumado a frequentar capitais europeias, Tarso Genro também optou por um roteiro diferente. Ele levará a mulher, Sandra, as filhas Vanessa e Luciana, e o neto Fernando para uma temporada em Cuba. A programação é privada e não prevê encontros políticos. A escolha, segundo fontes próximas ao Palácio Piratini, deve-se às características históricas e às praias paradisíacas da ilha caribenha. A família Genro deve se hospedar em Havana e, de lá, partir para alguns passeios para cidades próximas.

O governador já esteve pelo menos duas vezes em missões oficiais em Cuba: em 2005, como ministro da Educação, e em 2009, como ministro da Justiça. Em sua gestão, o Rio Grande do Sul estreitou laços com o país caribenho. Em junho, o vice-governador Beto Grill recebeu o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Rafael Zamora, para a assinatura de um protocolo de intenções para intercâmbio científico nas áreas de educação infantil, saúde e agricultura.

Quando era ministro da Justiça, Tarso envolveu-se no polêmico caso dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Os atletas, que haviam abandonado a delegação cubana durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, foram encaminhados a Havana pelas autoridades brasileiras. Para a oposição, tratou-se de uma deportação. Mas Tarso sempre sustentou que os pugilistas não solicitaram asilo ao Brasil e pediram para regressar ao país deles. / ELDER OBLIARI e ELIANA LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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