Petistas negam compra de voto e atacam Supremo

Parlamentares petistas usaram ontem a tribuna do Congresso para atacar o Supremo Tribunal Federal pelo julgamento do mensalão. Eles rebateram a tese defendida pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, de que houve compra de votos. Fizeram ainda protestos contra a revista Veja e o publicitário Marcos Valério pela reportagem na qual o operador do esquema implicaria o ex-presidente Lula. Já os oposicionistas aproveitaram para cobrar explicações de Lula.

EDUARDO BRESCIANI, ROSA COSTA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h01

Secretário de Comunicação do PT, o deputado André Vargas (PR), classificou como "risco para a democracia" o fato de o julgamento ser transmitido ao vivo pela TV. "É um risco ter um julgamento online, um Big Brother da Justiça, onde questões técnicas nem sempre são levadas em conta e há tentativa de linchamento moral de pessoas e partidos."

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), foi outro a protestar. "Não vamos aceitar essa ideia de que deputados do PT compraram ou venderam votos." Os ataques se dirigiram também à Veja e Valério. "Todo mundo sabe que o presidente Lula jamais se reuniu com esse senhor, jamais falou com esse senhor", disse Tatto.

O tema foi debatido também no Senado. Jorge Viana (PT-AC) desafiou Valério a falar o que sabe e disse que não será aceito "golpe" contra o PT. "Temos que deixar bem claro aqui hoje: golpe, não! A elite brasileira tem todo o direito de criticar, os setores da mídia que não gostam do modelo petista de governar. Não tem problema. Só não vale golpe."

A oposição também abordou o assunto do mensalão. O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), disse que as acusações de Veja precisam ser investigadas e destacou que a compra de votos foi confirmara pelo relator no STF. O líder tucano no Senado, Álvaro Dias (PR), disse que Lula mantém um "silêncio ensurdecedor" sobre a acusação de Valério e afirmou que o mensalão mineiro também precisa ser julgado, "se é que ocorreu".

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