Petistas fazem ato na Praça Rooselvelt em apoio à Dilma

Em ritmo de carnaval, encontro contou com a presença do presidente estadual do PT, que repúdio ataque à editora Abril

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2014 | 19h33

Enquanto tucanos se reuniam na Avenida Paulista, na Praça Rooselvelt, próximo a rua da Consolação, cerca de 1500 militantes petistas estão reunidos na tarde deste sábado (25) na Praça Rooselvelt, no centro de São Paulo, para um ato a favor da candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT).

Uma das organizadoras do evento diz que eles estão cientes do ato de apoio à Aécio Neves (que se deslocou em direção ao Parque do Ibirapuera), e que o objetivo é evitar qualquer enfrentamento. Ela disse ainda que o movimento é resultado de um trabalho cultural e que une integrantes de blocos e que todos são militantes. "Nós não queremos brigas. Aqui é a militância, lá são cabos eleitorais", afirmou

Por volta das 17h, os presentes no ato tentaram se deslocar até o Largo Santa Cecília, mas tiveram o caminho bloqueado pela PM e retornaram à praça Roosevelt. "Nosso trabalho já foi feito nas ruas. Não queremos atrapalhar transito por isso estamos ocupando esse espaço público",

Cantando marchinhas de carnaval que criticam e satirizam o candidato tucano, os jovens carregam bandeiras, dançam e tomam cerveja. O ato não foi organizado e nem teve ajuda do partido. Apesar disso, o presidente estadual do PT,  Emídio de Souza, esteve presente."Hoje estou só de "tiozão" para evitar que as crianças briguem", brincou.

Repúdio. Emídio de Souza aproveitou para falar sobre o protesto feito na sexta-feira pela União da Juventude Socialista (UJS) em frente ao prédio da Editora Abril, que publica a revista "Veja". "Não sabia. O PT não concorda com esse tipo de prática. A UJS é uma entidade autônoma", disse. Os manifestantes fizeram pichações e jogaram pedras e papéis no prédio da Abril.

Emídio minimizou o impacto das denuncias da revista Veja de que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção da Petrobrás e disse que ela deve apenas "reforçar aqueles que já votariam no Aécio", disse.

O presidente do PT criticou ainda o fato da revista ter mantido a publicidade da edição em rádios, apesar da proibição conseguida pelo partido na Justiça. "Eles mantiveram de forma ilegal", disse. /COLABOROU FÁBIO DE CASTRO

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