O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2012 | 03h07

A visibilidade do cargo somada ao poder de negociação direta com o Planalto desencadeou uma disputa no PT pela relatoria da CPI do Cachoeira. O líder da sigla na Câmara, Jilmar Tatto (SP), terá de escolher entre cinco colegas: o ex-líder do governo Cândido Vaccarezza (SP), que já conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a CPI; os ex-líderes na Câmara Paulo Teixeira (SP) e Henrique Fontana (RS); o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Ricardo Berzoini (SP), e o vice-líder do governo Odair Cunha (MG), por ora o favorito ao posto.

Todos são da confiança de Lula e da presidente Dilma Rousseff. Vaccarezza tem problemas com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Mas não é por isso que deixará de ser fiel ao governo, avaliam assessores da presidente.

PT e PMDB têm até terça-feira para fazer suas indicações, mas o Planalto e Lula já receberam a lista dos que serão indicados - o que deixou ambos mais tranquilos. No PT, o líder no Senado, Walter Pinheiro (BA), vai se autonomear para uma suplência e indicará o colega Humberto Costa (PE), relator do processo de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), e Wellington Dias (PI). Mais confiáveis, impossível.

No PMDB, o líder Renan Calheiros submeteu os nomes dos candidatos a integrar a CPI ao vice-presidente da República, Michel Temer, e ao presidente do Senado, José Sarney (AP). À semelhança do PT, Renan deve se autonomear. Também estão na lista o senador Vital do Rêgo (PB), cotado para presidir a comissão, e Romero Jucá (RR), ex-líder do governo. Cogita-se ainda a indicação do atual líder do governo, Eduardo Braga (AM).

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